Pfizer nega venda de vacina para crianças diretamente ao Rio de Janeiro, diz secretário

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - DECEMBER 15: Doctors and nurses working 12-hour shifts to vaccinate people against Covid-19, as well as testing to detect the new variant Omicron as the variant is circulating across the country on December 15, 2021 in Rio De Janeiro, Brazil. Brazil registers 227 deaths from Covid-19 in 24 hours, The country accounts for 617,348 deaths and 22,199,331 cases of coronaviruses since the beginning of the pandemic. A hacker attack on the Ministry of Health website, in the application and on the ConnectSUS page â platform that shows proof of vaccination against Covid-19 â in the early hours of Friday (10), indirectly affected the dissemination of cases and deaths. (Photo by Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
Estado não quer depender do Plano Nacional de Imunização (PNI). Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images.
  • Farmacêutica afirma que já há contratos ativos com governo federal

  • Ministério da Saúde ainda vai realizar consulta pública para decidir sobre vacinação da faixa etária

  • Anvisa aprovou a imunização

A farmacêutica Pfizer negou o pedido da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro para fornecer diretamente vacinas contra covid-19 para serem aplicadas em crianças de 5 a 11 anos, de acordo com o secretário da pasta, Daniel Soranz.

De acordo com ele, a Pfizer afirmou que "diante do cenário atual de escassez de doses e emergência sanitária pelo mundo, está priorizando programas nacionais de imunização para o fornecimento de vacinas e que, com o governo brasileiro, já há três contratos". As informações são do portal UOL.

A Secretaria afirma que a Pfizer informou que o último contrato assinado com o governo federal é de 29 de novembro para a entrega de 100 milhões de doses em 2022, que incluem "as novas versões da vacina, inclusive para diferentes faixas etárias".

"Por causa desse acordo firmado com o Ministério da Saúde, a Pfizer indicou que, neste momento, não é possível dar andamento a uma negociação de fornecimento em nível municipal, estando a disponibilização das vacinas centralizadas no Programa Nacional de Imunização" do Ministério da Saúde, disse a Secretaria.

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de liberar a vacinação de crianças com o imunizante da Pfizer contra a covid-19 em crianças veio na última quinta-feira (16). No mesmo dia, em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que pediu “extraoficialmente” os nomes dos servidores envolvidos na autorização. O objetivo de Bolsonaro seria expor essas pessoas aos seus seguidores. O vídeo é uma resposta direta a essa ameaça do presidente.

A partir desta quinta-feira (23), o governo de Jair Bolsonaro (PL) vai abrir uma consulta pública para que a população opine sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. A determinação foi feita pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 e foi publicada nesta quarta-feira (22) no Diário Oficial da União.

Enquanto isso, estados estão se adiantando. Além do Rio de Janeiro, São Paulo também tentou negociar a compra diretamente com a Pfizer. O secretário de Saúde paulista, Jean Gorinchteyn, afirmou na segunda-feira (20) que aguarda o retorno da farmacêutica.

O secretário afirma que, caso não consiga adquirir as doses, irá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não podemos aguardar essa indefinição em um momento pandêmico. Dessa maneira, o próprio governador (de SP João Doria, do PSDB) solicitou que até a tarde de hoje nós devemos ter um posicionamento (da Pfizer). Caso ele seja negativo, nós entraremos, através da Procuradora-Geral do Estado, com uma ação no STF”, disse em entrevista ao UOL.

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