Pfizer pede à Anvisa para ampliar tempo de armazenamento de vacina contra Covid em refrigerador comum

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.05.2021 - Aplicação do imunizante da Pfizer, contra a Covid-19. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.05.2021 - Aplicação do imunizante da Pfizer, contra a Covid-19. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Pfizer protocolou nesta sexta-feira (21) um pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ampliar o prazo de armazenamento da sua vacina contra Covid em temperaturas de 2ºC a 8ºC -o equivalente a um refrigerador comum.

O pedido, que pode facilitar o armazenamento da vacina no país, ocorre após a empresa obter autorização semelhante da agência europeia e em outros países.

Atualmente, segundo a Anvisa, o texto aprovado em bula da vacina da Pfizer diz que o imunizante, após ser descongelado, pode ser armazenado por até cinco dias em temperatura entre 2ºC e 8ºC. "Com o pedido, este período poderá ser estendido", informa a agência.

O órgão não informou qual seria o novo prazo de armazenamento. Na Europa, o prazo aprovado foi de 31 dias.

A alteração foi aprovada após estudos sobre a estabilidade do fármaco depois de retirado dos ultracongeladores --vacinas que usam a nova tecnologia chamada de mRNA, como a da Pfizer e a da Moderna, precisam de temperaturas muito baixas, de entre -40ºC a -70°C, para se conservarem no longo prazo.

Atualmente, o Ministério da Saúde tem contratos para obter 200 milhões de doses de vacinas da Pfizer. Os acordos foram fechados após meses de negativas a propostas da empresa.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fontana, diz que a mudança no prazo de armazenamento em refrigerador comum, caso autorizada pela Anvisa, pode ampliar a distribuição da vacina no país, que iniciou neste mês de forma restrita às capitais.

Dados da pasta apontam que 1.190 municípios já conseguem fazer a vacinação em até cinco dias. "Com essa ampliação de 31 dias, podemos capilarizar ainda mais essa estratégia", disse.

Em nota, a Anvisa explica que, para definir as condições de conservação de uma vacina, costuma avaliar os estudos de estabilidade desenvolvidos pelo laboratório.

A previsão da agência é que a avaliação seja concluída até a próxima semana.