Pfizer pede autorização para aplicar vacina contra Covid em crianças nos EUA

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Seringas com doses da vacina Pfizer-BioNTech contra Covid-19 em centro de vacinação em Nova York

WASHINGTON (Reuters) - A Pfizer e a BioNTech pediram às autoridades regulatórias dos Estados Unidos aprovação para uso emergencial da vacina contra Covid-19 que desenvolveram em conjunto em crianças de entre 5 e 11 anos de idade, informou a Pfizer em um tuíte nesta quinta-feira.

A agência reguladora Food and Drug Administration (FDA) marcou para o dia 26 de outubro uma reunião de seu comitê de conselheiros externos para discutir o pedido, o que faz com que as crianças possam receber as vacinas rapidamente após uma aprovação.

Uma autorização rápida da vacina em crianças menores pode ajudar a mitigar um potencial aumento dos casos no país, em um momento em que as escolas já estão reabertas nacionalmente.

A vacina pode estar pronta para distribuição em novembro, dependendo da aprovação das agências reguladoras federais, disse o chefe da resposta à Covid-19 da Casa Branca, Jeffery Zients, nesta quinta.

"Estamos prontos. Temos o suprimento. Estamos trabalhando com os Estados para preparar locais convenientes para pais e filhos serem vacinados, incluindo consultórios pediátricos e instalações comunitárias", disse Zients à CNN.

Indagado se acredita que a vacinação poderia começar antes do Dia de Ação de Graças, feriado norte-americano no final de novembro, Zients respondeu: "Depende dos processos científicos da FDA e do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), mas sim, poderia".

As crianças respondem atualmente por cerca de 27% de todos os casos de coronavírus nos EUA e a um percentual crescente das hospitalizações, segundo a Academia Americana de Pediatria. Isso é resultado da alta transmissibilidade da variante Delta do coronavírus entre pessoas que não se vacinaram.

Embora as crianças sejam menos suscetíveis a quadros graves de Covid-19, elas podem espalhar o vírus para outras pessoas, incluindo integrantes de populações vulneráveis que têm maior propensão a desenvolver casos graves.

A vacina já tem autorização para ser aplicada em adolescentes de entre 12 e 15 anos e está completamente aprovada para maiores de 16 anos.

As duas farmacêuticas também estão testando a vacina em crianças de entre 2 e 5 anos e em bebês de entre 6 meses e 2 anos de idade. Os dados desses estudos são esperados para o quarto trimestre.

(Reportagem de Susan Heavey em Washington, Manas Mishra e Manojna Maddipatla em Bengaluru)

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