PGR alerta Pazuello sobre risco de colapso no abastecimento de oxigênio em Rondônia

Aguirre Talento
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BRASÍLIA - A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um ofício ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, alertando que o fornecimento de oxigênio em Rondônia está próximo do colapso e pode durar apenas mais 15 dias. As informações foram fornecidas às autoridades pela empresa responsável pelo fornecimento, a Cacoal Gases. A preocupação é que o Estado repita o cenário vivido no Amazonas em janeiro.

A PGR encaminhou a Pazuello ofícios do Ministério Público Federal de Rondônia e do governo estadual retratando um cenário de superlotação na rede hospitalar e risco de desabastecimento.

"Em caráter urgentíssimo, encaminho os Ofícios nº 3902 e3925/2021/SESAU-ASTEC, de 11 de março de 2021, para conhecimento e, se possível, articulaçãojunto ao Ministério de Saúde para adoção de providências quanto ao risco iminente dedesabastecimento de oxigênio no Estado de Rondônia, evitando-se que o Estado chegue à situaçãocalamitosa enfrentada pelo Estado do Amazonas", escreveu a procuradora Gisele Dias.

O governo de Rondônia relata que vive "os piores momentos com relação à pandemia" e que as unidades de terapia intensiva (UTIs) estão com 100% da capacidade ocupada.

A empresa Cacoal Gases afirmou em ofício destinado às autoridades que sua produção já está no limite e é necessário buscar novos fornecedores de oxigênio. "Diante dessas dificuldades encontradas, a empresa já comunicou a todas asprefeituras e hospitais acima indicados que somente possui insumossuficientes para atender o fornecimento de oxigênio por mais 15 dias, conformedocumentos anexos", escreveu.