PGR define equipe para compor Gaeco no Ministério Público do Rio

Filipe Vidon
·2 minuto de leitura

RIO - O procurador-geral da República, Augusto Aras, definiu nesta quarta-feira os oito membros que vão integrar o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (Gaeco). Desde o fim do ano passado, o grupo que absorveu os trabalhos da operação Lava-Jato funcionava com uma comissão provisória até que a equipe especializada fosse definida.

O Rio de Janeiro é o sexto estado a adotar essa estrutura para investigações no Ministério Público Federal. Projetos da gestão de Augusto Aras, os Gaecos já foram instalados nas unidades do MPF no Amazonas, em Minas Gerais, na Paraíba, no Pará e no Paraná. Segundo a instituição, o modelo anterior de forças-tarefa era “precário” e os novos grupos surgem para institucionalizar a atuação conjunta de membros em casos complexos.

“Antes, o procurador natural para quem era distribuído um grande caso escolhia, sem regras, colegas de qualquer lugar do país para auxiliá-lo e pedia à PGR suas designações. Era, portanto, um modelo precário. A institucionalização em curso permitirá que o procurador natural tenha o auxílio de um grupo permanente, formado a partir de critérios claros no âmbito das próprias Procuradorias da República, cujos integrantes têm mandatos e garantias”, diz o órgão em nota.

Em fevereiro deste ano, o então coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato no Rio, Eduardo El Hage, foi escolhido em eleição interna para ocupar o cargo de coordenador do Gaeco no estado. Após receber as inscrições para as vagas, El Hage submeteu os nomes ao Colégio de Procuradores do Rio de Janeiro, que encaminha as indicações para o procurador-geral da República efetivar as nomeações.

Com mandatos de dois anos, o objetivo do Gaeco é de auxiliar os procuradores naturais de primeiro, segundo ou terceiro graus (inclusive os de competência originária) no combate à criminalidade organizada em âmbito nacional, pela realização de investigações criminais em conjunto com a polícia judiciária ou por meio de procedimento próprios.

Após quatro anos e meio de atuação, a força-tarefa da Lava-Jato no Rio foi encerrada em março. O grupo foi responsável pelas prisões de um ex-presidente da República (Michel Temer), um governador (Luiz Fernando Pezão), e um ex-governador (Sérgio Cabral), além do afastamento de um governador (Wilson Witzel), entre dezenas de políticos, empresários, agentes públicos e outras pessoas envolvidas em esquemas de corrupção.