PGR pede a abertura de mais três inquéritos para apurar invasões em Brasília e quer descobrir mentores intelectuais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de três novos inquéritos com o objetivo de identificar e responsabilizar os organizadores e financiadores dos ataques às sedes dos Três Poderes no domingo (8).

Os inquéritos também têm por objetivo apurar a eventual participação de autoridades públicas e políticos nos atos golpistas. Segundo a procuradoria, estão sendo investigados o cometimento de crimes como terrorismo, golpe de Estado, associação criminosa, ameaça e perseguição

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A PGR dividiu a apuração em quatro linhas de investigação. Ontem, já havia pedido inquérito para apurar a participação de políticos. Agora, vai investigar os autores intelectuais, os executores e financiadores dos atos de terrorismo e, por último, a responsabilidade dos agentes públicos que se omitiram e permitiram as invasões.

“O objetivo final é assegurar a condenação dos autores dos atos criminosos, respeitando o devido processo legal”, diz a PGR.

Nas petições, foram indicadas diligências e providências como o compartilhamento de provas com outros órgãos de investigação e o envio de pedidos de informações aos gestores das redes sociais Facebook, TikTok, Twitter e Instagram.

O pedido é para que as plataformas forneçam a relação de perfis de usuários que foram reconhecidos como “difusores massivos de mensagens atentatórias ao regime democrático, ao resultado das eleições e aos Poderes da República”.

MPF no DF também abre procedimento

Também nesta quinta-feira, 12, o MPF do Distrito Federal instaurou uma investigação preliminar para apurar a responsabilidade civil dos envolvidos nas manifestações antidemocráticas do último domingo. "A procuradoria da República expediu ofícios a várias autoridades para reunir conjunto probatório sobre os atos", diz o MPF, em nota.

O MPF pediu ao Instituto Nacional de Criminalística os laudos periciais de constatação de danos e quantificação dos prejuízos decorrentes das perícias que foram realizadas nos prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda solicitou ao TCU cópia do pedido de bloqueio de bens formulado pelo Ministério Público junto ao Tribunal e de processos que estejam em curso na Corte sobre o tema. "O MPF também quer ter acesso à identificação de pessoas físicas e empresas que supostamente financiaram o transporte e a movimentação dos manifestantes responsáveis pelos atos violentos e agressões ao patrimônio público", acrescentou.