PGR pede ao STF arquivamento de investigação de parlamentares bolsonaristas sobre atos antidemocráticos

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BRASÍLIA — A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o arquivamento do inquérito sobre os atos antidemocráticos contra parlamentares bolsonaristas investigados pelo financiamento e na organização de atos antidemocráticos.

O parecer do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirma que as investigações da Polícia Federal não conseguiram apontar a participação dos deputados e senadores nos supostos crimes investigados.

São alvo da investigação alguns dos principais deputados federais da base de apoio bolsonarista: Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Cabo Junio Amaral (PSL-MG), Otoni de Paula (PSC-RJ), Daniel Silveira (PSL-RJ), Carolina de Toni (PSL-SC), Alê Silva (PSL-MG), General Girão (PSL-RN), Guiga Peixoto (PSL-SP) e Aline Sleutjes (PSL-PR). Todos eles tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem de Alexandre de Moraes.

O pedido de arquivamento da PGR não atinge Daniel Silveira, que virou réu em outra investigação. Além do pedido de arquivamento contra os deputados federais, a PGR manda ainda duas investigações para a Justiça Federal e duas para a Justiça Federal.

Na manifestação, a PGR afirmou que as diligências feitas pela Polícia Federal desviaram o foco da investigação solicitada inicialmente e impediram o aprofundamento para descobrir os organizadores dos atos antidemocráticos.

"Em suma, a Polícia Federal não cruzou vestígios importantes que podiam confirmar ou descartar as teses ou linhas investigativas referentes à condução da investigação", diz o documento encaminhado pela PGR ao STF.

O inquérito dos "atos antidemocráticos" foi aberto em abril de 2020, a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. O inquérito investiga da atuação de uma rede para organização e financiamento de atos de rua que pediram o fechamento do Congresso Nacional e do STF, além da volta do AI-5, o ato institucional que endureceu a ditadura militar. As investigações também chegaram a aliados e apoiadores de Bolsonaro.

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