PGR pede novo inquérito para apurar se Daniel Silveira cometeu desacato e outro crime por se recusar a usar máscara

Aguirre Talento
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BRASÍLIA - A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a abertura de um novo inquérito contra o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), preso na última terça-feira após ofensas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A nova linha de investigação vai apurar se ele cometeu os crimes de desacato e infração de medida sanitária preventiva, ao se recusar a usar máscara quando foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) do Rio para exame de corpo de delito.

O crime de desacato é punível com detenção de seis meses a dois anos, ou multa. A infração de medida sanitária preventiva é punível com pena de um mês a um ano de detenção, e multa.

A PGR pediu ao STF, junto com a abertura de inquérito, a realização de diligências como a tomada de depoimento dos servidores do IML que presenciaram a cena.

A investigação tem como base o vídeo do deputado no IML, no qual ele ofendeu uma servidora que lhe pediu para usar máscara como medida de prevenção à Covid-19. No vídeo, a servidora pede insistentemente para que o político utilize o equipamento de proteção no rosto. No entanto, Silveira alega ter prerrogativa para não usar.

A discussão teve que ser interompida por um agente da Polícia Federal. Após conversa, Silveira acabou colocando o material para passar pelos exames legistas. No entanto, ao entrar em uma das salas do IML, deixou a parte do nariz completamente descoberta, na contramão das orientações para o uso correto do material.

Já na Polícia Federal, o deputado voltou a se recusar a colocar a máscara, discutindo com uma policial federal. Além dos crimes relacionados a prisão, o parlamentar deverá responder por desacato, bem como pelo o vídeo com novas ameaças que fez e postou no ato da prisão.

Esta não é a primeira vez que o deputado se recusa a utilizar o equipamento de proteção. No fim de janerio, o paralemntar recusou a usar máscara de proteção facial num voo com destino a Brasília. Em um vídeo postado nas redes sociais em que dá a sua versão do episódio, o parlamentar afirma que pretende continuar "lutando contra essa focenheira ideológica".