PGR vê indícios de informações falsas sobre urna eletrônica em live de Bolsonaro

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 22.10.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista coletiva no Ministério da Economia, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 22.10.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista coletiva no Ministério da Economia, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmou nesta segunda-feira (20) em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal) que há indícios da divulgação de notícias falsas na live que o presidente Jair Bolsonaro (PL) promoveu no final de julho para atacar o sistema eleitoral.

No documento, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo propôs que o caso seja anexado ao inquérito da milícia digital, outra frente de apuração em andamento na corte com o objetivo de identificar uma organização envolvida com ameaças e ataques virtuais a instituições.

"Há indícios, portanto, de que possa ter havido a divulgação indevida de informações falsas e/ou de baixa confiabilidade, bem como que alguns dos envolvidos na viabilização da live ocorrida no dia 29/7/2021 tinham ciência da imprecisão das informações veiculadas", diz o texto.

Na live em questão, foram veiculados vídeos divulgados na internet que buscam transmitir a mensagem de que é possível fraudar o código-fonte das urnas para computar o voto de um candidato para o outro.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), reportagens jornalísticas e checadores já mostraram, diversas vezes, que esse tipo de fraude não é possível e que os vídeos que circulam na internet não indicam qualquer tipo de irregularidade ou que alguma urna tenha sido corrompida.

A apresentação ocorreu no Palácio da Alvorada e foi transmitida pela TV Brasil, rede pública do governo. O presidente mudou o formato tradicional de sua live semanal e convidou 25 jornalistas selecionados, que no entanto não puderam questionar o mandatário.

Bolsonaro também atacou o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, e defendeu sua tese do voto impresso -chamado por Bolsonaro de "auditável" e democrático. A medida foi barrada pela Câmara no mês seguinte.

"Por que o presidente do TSE quer manter suspeição das eleições? Quem ele é? Por que ele fica interferindo por aí, com que poder? Não quero acusá-lo de nada, mas algo muito esquisito acontece", questionou Bolsonaro.

"Onde quer chegar esse homem que atualmente preside o TSE? Quer a inquietação do povo? Quer que movimentos surjam no futuro que não condizem com a democracia?"

O presidente repetiu a mentira de que a contagem das eleições hoje seria secreta e de que quer uma apuração pública, algo que não faz sentido, pois atualmente o processo de totalização dos votos já pode ser auditado, inclusive com um registro impresso, que é o boletim da urna.

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