PGR vai avaliar pedidos de investigação sobre vídeo de Gleisi na TV árabe

Cassiano Rosário/Futura Press

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um procedimento para avaliar pedidos de investigação sobre as declarações da senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, que pediu o apoio do mundo árabe ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em vídeo.

Na gravação, Gleisi afirma que Lula é um “preso político” e convida “todos e todas” a se juntarem à luta pela liberdade do petista, condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex do Guarujá e preso desde o último dia 7 de abril.

Trata-se da abertura de uma notícia de fato, um procedimento prévio dedicado a colher informações preliminares que servirão, em seguida, à decisão de instaurar ou não uma investigação sobre o vídeo de Gleisi.

No vídeo veiculado nesta terça-feira pela emissora de TV Al-Jazira, Gleisi diz que Lula é um grande amigo do mundo árabe e ao longo da história, o Brasil recebeu milhões de árabes e palestinos, mas Lula foi o único presidente que visitou o Oriente Médio.

Em discurso, a senadora Ana Amélia acusou a presidente nacional do PT de violar a Lei de Segurança Nacional ao pedir apoio dos árabes a Lula após a prisão.

Ana Amélia declarou, no discurso, que o conteúdo do vídeo da petista poderia ser enquadrado no artigo 8º da Lei de Segurança Nacional, que prevê sanção a quem “aliciar indivíduos de outra Nação para que invadam o território brasileiro, seja qual for o motivo ou pretexto”.

Gleisi Hoffmann respondeu a acusação no Twitter. Disse que a senadora incentivou a violência contra a caravana de Lula no Sul do país e “agora externa seu preconceito e xenofobia com os árabes, ao me criticar por ter falado com a TV Al Jazeera”. Como líder do PT, a presidente nacional do partido acusou Ana Amélia de ter praticado um ato de “desvio de caráter”.