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"Picareta" e "vagabundo": Senadores discutem por causa de Bolsonaro na CPI da Pandemia

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  • Senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jorginho Mello (PL-SC) trocaram xingamentos

  • A discussão começou quando Mello tentou interromper Calheiros para defender Bolsonaro

  • O clima ficou ainda mais tenso quando Calheiros criticou o empresário Luciano Hang

Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jorginho Mello (PL-SC) trocaram xingamentos na sessão da CPI da Pandemia desta quinta-feira (23) e precisaram ser segurados pelos colegas para não se agredirem de fato. Veja o vídeo abaixo.

A discussão começou quando Mello tentou interromper Calheiros para defender o presidente Jair Bolsonaro e o relator protestou dizendo que não havia dado a palavra a ele.

O clima ficou ainda mais tenso quando Calheiros criticou o empresário Luciano Hang. Mello afirmou que o relator devia "lavar a boca" para falar de Hang. Foi quando Calheiros respondeu: "vai lavar a tua (boca), vagabundo".

Mello chamou, então, Calheiros de "picareta" e "ladrão".

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O relator decidiu descer da mesa para o plenário da comissão e foi contido pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Jorginho Mello, por sua vez, foi segurado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Depoimento de Luciano Hang é marcado pela CPI da Pandemia

Senadores brigam na CPI da Pandemia (Foto: reprodução TV Senado)
Senadores brigam na CPI da Pandemia (Foto: reprodução TV Senado)

A CPI marcou para a próxima quarta-feira (29) o depoimento do empresário Luciano Hang, dono da Havan.

Além disso, a advogada Bruna Morato, que auxiliou na produção do dossiê contra a Prevent Senior, irá depor à CPI da Pandemia na próxima terça-feira (28). O requerimento para sua participação foi aprovado na sessão desta quinta.

O relatório produzido por médicos que trabalharam na empresa, e que contou com a ajuda da advogada, revela as irregularidades que teriam sido praticadas pela operadora de saúde.

Por isso, a CPI investiga se a Prevent Senior ocultou mortes registradas em função do chamado tratamento precoce, que prevê a administração de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.

Em depoimento à comissão, o diretor da empresa, Pedro Benedito Batista Júnior, afirmou que as informações que constam no dossiê foram fraudadas.

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