Piloto de helicóptero de TV é baleado ao sobrevoar tiroteio no Rio

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RIO DE JANEIRO , RJ (FOLHAPRESS) - O piloto de um helicóptero da TV Record foi baleado na manhã desta sexta-feira (28) enquanto sobrevoava a comunidade da Mangueira, na zona norte do Rio de Janeiro, onde ocorria um intenso tiroteio entre policiais e criminosos.

O condutor Darlan Silva de Santana, 31, foi atingido na perna e teve que fazer um pouso forçado no estádio Nilton Santos, o Engenhão, que fica a cerca de 9 km da favela. Ali, foi socorrido por equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que diz ter sido acionado às 7h49.

Ele então foi levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, a cerca de 5 minutos de carro do local. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o estado de saúde do paciente era estável até o início da tarde. A emissora não se manifestou sobre o ocorrido até o momento.

A PM afirmou que agentes da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da comunidade "realizavam policiamento pela rua Visconde de Niterói quando criminosos armados atiraram contra os policiais". Houve confronto e outras equipes foram ao local em apoio.

Nas redes sociais, moradores e pessoas que passavam pela região relataram uma manhã de terror. "Tive que abandonar a pick-up no meio da [avenida] Marechal Rondon e me esconder por causa do tiroteio na Mangueira", escreveu um.

"Acabei de passar no meio de um tiroteio na Mangueira. Bizarro mano, geral deitado no ônibus, cena de filme", publicou outro. "[Vou] chegar atrasada no trabalho hoje porque o tiro tava comendo na Mangueira e não dava pra sair de casa", postou uma moradora.

Associações de imprensa divulgaram nota de repúdio ao episódio, dizendo que "consideram de extrema gravidade o atentado contra um helicóptero da Record TV". O comunicado é assinado pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), pela Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas) e pela ANJ (Associação Nacional de Jornais).

"É inaceitável que a imprensa esteja submetida a este nível de violência. Abert, Aner e ANJ seguirão empenhadas em coibir toda e qualquer represália ao trabalho jornalístico e pedem providências imediatas às autoridades locais para o esclarecimento do caso e rigorosa apuração dos fatos", afirmam.

A Polícia Civil fluminense informou que a ocorrência foi registrada na 17ª delegacia (São Cristóvão), "que já requisitou a perícia na aeronave a fim de identificar o tipo de armamento que a atingiu e de onde partiram os disparos que também feriram o piloto".

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