Pioneira da videoarte no Brasil, Sonia Andrade morre aos 87 anos

Uma das pioneiras da videoarte no Brasil, Sonia Andrade morreu na noite deste sábado, no Rio, aos 87 anos. Ainda não há informações sobre a causa da morte da artista. Além da produção em vídeo, nos anos 1970, ela se dedicou a técnicas como a arte-correio, o desenho, a fotografia e a instalação.

Em seus vídeos experimentais, Sonia relacionou o corpo, objetos do ambiente doméstico e a televisão como meio. Uma de suas séries mais famosas foi "Hydragrammas", um conjunto de cerca de cem objetos e as respectivas reproduções, criado durante 15 anos (de 1978 a 1993).

Os trabalhos de Sonia foram mostrados em instituições como Museu do Louvre, em Paris, o Reina Sofía, em Madri, e o MoMA, em Nova York. Em 2011, um grande individual foi realizada no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Em 2018, ela montou no MAM-RJ a instalação inédita “... às contas”, criada com contas de luz, gás, telefone, televisão por assinatura, internet e celular, pagas e acumuladas entre 1968 e 2018.

Avessa a entrevistas, Sonia falou ao curador suíço Hans-Ulrich Obrist para o livro "Entrevistas brasileiras 1" (Cobogó), de 2017. "Comecei (a trabalhar com vídeo) e gostei muito, principalmente pelo imediatismo do vídeo, fazemos o trabalho e ele está pronto, sem depender de laboratório, de nada", explicou ao curador.