Pior dia da Bolsa desde início da pandemia faz magnatas perderem R$ 258 bilhões

Bezos, Musk, Zuckeberg, Gates, Buffet, Arnault e outros perderam coletivamente R$ 258 bilhões em um único dia (zz/Dennis Van Tine/STAR MAX/IPx 2017 12/14/17)
Bezos, Musk, Zuckeberg, Gates, Buffet, Arnault e outros perderam coletivamente R$ 258 bilhões em um único dia (zz/Dennis Van Tine/STAR MAX/IPx 2017 12/14/17)
  • Terça-feira foi um dos piores dia da bolsa americana desde o início da pandemia;

  • Crise não se restringiu ao setor da tecnologia;

  • No ano a riqueza dos 10 homens mais ricos do mundo já caiu R$ 1,5 trilhão.

Esta última terça-feira (13) foi um dos piores dias na bolsa de valores americana desde o início da pandemia. A má situação fez com que os dez homens mais ricos perdessem cerca de US$ 50 bilhões, ou R$ 258 bilhões de suas fortunas conjuntas em um único dia.

A riqueza de Elon Musk, por exemplo, sofreu um impacto de US$ 8 bilhões com a queda de 4% nas ações da Tesla. Já Jeff Bezos viu sua fortuna encolher em US$ 10 bilhões com redução de 7% no valor do papel da Amazon. As informações da Bloomberg Billionaire Index.

Larry Page e Sergey Brin, os cofundadores da Alphabet apelidados de "Google Guys", perderam cerca de US$ 5 bilhões cada um devido à queda de 6% no preço das ações da gigante de busca e publicidade. Da mesma forma, uma queda de 5% nas ações da Microsoft foi um golpe de US$ 3 bilhões para o cofundador do titã do software empresarial, Bill Gates, e um golpe de US$ 5 bilhões para seu ex-CEO, Steve Ballmer.

Já fortuna de Mark Zuckerberg encolheu US$ 6 bilhões com a queda do preço das ações da Meta. Larry Elisson, da Oracle viu uma queda de US$ 2 bilhões

Fora do mundo da tecnologia, o CEO da LVMH, Bernard Arnault, viu sua riqueza reduzir em US$ 4 bilhões, elevando sua queda total no ano para US$ 43 bilhões. Já o patrimônio de Warren Buffett caiu US$ 3 bilhões com o recuo das ações da Berkshire Hathaway.

Bezos e Zuckerberg também estão no páreo para quem mais perde neste ano, com quedas de US$ 42 bilhões e US$ 68 bilhões, respectivamente.

No fechamento de terça-feira, a riqueza combinada dos 10 homens mais ricos caiu US$ 295 bilhões ou 20% no ano (R$ 1,5 trilhão), refletindo um declínio generalizado nas ações em meio a crescentes temores de inflação persistente, taxas de juros acentuadamente mais altas e uma possível desaceleração e recessão do mercado. No entanto, sua riqueza combinada ainda se aproximava de US$ 1,2 trilhão, ou R$ 6.2 trilhões.