Pitbull ataca e mata cachorro da raça vira-lata em Copacabana; veja vídeo

Um cachorro da raça pitbull – que teria se soltado do dono – atacou e matou um outro cão da raça vira-lata na noite desta quarta-feira (27) na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O ataque aconteceu logo após o empate sem gols entre Flamengo e Athletico, em jogo válido pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. O pitbull estava sem coleira e focinheira quando houve o ataque. Imagens das redes sociais mostram o momento que os donos do animal morto tentam retirá-lo da boca do pitbull.

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Em uma outra imagem, é possível ver pedestres tentando socorrer o animal, que não resiste. No mesmo vídeo a dona do cão morto aparece chorando. Em nota, a Polícia Militar informou que agentes do 19º BPM (Copacabana) estavam em patrulhamento “quando foram solicitados por transeuntes informando que um cão atacou outro animal na Avenida Nossa Senhora de Copacabana”. Ainda de acordo com o comunicado, “a equipe fez buscas na região e conseguiu abordar o condutor do cão com o mesmo em outra rua do bairro de Copacabana”. O dono do cachorro que atacou e a dona do cão morto foram levados para a 13ª DP (Ipanema).

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Em outro caso, uma moradora de Cosmos, na Zona Oeste do Rio, acusa vizinhos, donos de três cachorros da raça pitbull, de omissão após os animais atacarem e matarem cerca de seis gatos da Rua Pirauá. De acordo com a TV Globo, um dos ataques teria acontecido no último domingo (24) e foi filmado pela proprietária de outro gato que foi morto pelos mesmos cachorros no início do mês. As imagens mostram os cães andando na rua sem coleira ou focinheira.

Em Nilópolis, na Baixada Fluminense, a aposentada Joselina Serqueira, de 81 anos, morreu após ser atacada por um pitbull quando andava em uma rua. O cachorro a mordeu após fugir da casa quando o portão estava aberto.

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No dia 6 de julho, dois cães da raça pitbull que estavam soltos e sem focinheira atacaram Carlos Alberto Marques Soares e mataram um dos dois cachorros que o homem tinha levado para passear em uma rua de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Câmeras de segurança de prédios da região registraram o momento no qual os pitbulls correram na direção de Carlos. O caso é investigado pela 20ª DP (Vila Isabel).

No final de junho, outros casos também foram registrados. No dia 27, Nicolas Paz Vieira Souza do Nascimento, de 10 anos, teve a panturrilha dilacerada e passou por uma cirurgia de reconstrução dos músculos após um ataque de pitbull.

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A lei desrespeitada

A Lei Estadual 4.597, de 16 de setembro de 2005, que estabelece que cães das raças pitbull, fila, doberman e rotweiller só podem circular por locais públicos, como ruas, praças, jardins e parques, se conduzidos por pessoas com mais de 18 anos e através de guias com enforcador e focinheira apropriados. O texto, sancionado em 2005 pela então governadora Rosinha Garotinho, deixa claro que os proprietários ou condutores de cães de raças como pitbull "são responsáveis pelos danos que venham a ser causados pelo animal sob sua guarda, ficando sujeitos às sanções penais e legais existentes".

Além disso, o artigo 7º da mesma lei diz que o não cumprimento das regras dispostas acarretará ao infrator, proprietário ou condutor uma série de sanções. Uma delas é multa, que vai de 5 a 5 mil UFIRs (podendo chegar a R$ 20,4 mil), que deverá ser aplicada em dobro e progressivamente nos casos de reincidência.

Em nota, a Guarda Municipal disse que "os guardas municipais atuam na orientação da população quanto ao uso da focinheira e guia quando há o flagrante e também podem conduzir os tutores dos animais às delegacias em caso de desobediência. A GM-Rio não aplica a penalidade de multa nestes casos, pois trata-se de uma lei estadual. Em casos de ataques, os guardas municipais também atuam em flagrante, conduzido o dono do animal para a delegacia da área para registro da ocorrência, além de apoiar o socorro às vítimas".

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