Pix ainda não foi adotado por maioria dos brasileiros, diz pesquisa

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  • Método só é frequentemente utilizado por 3,5% dos brasileiros

  • Falta de segurança na conexão à internet gera receio ao utilizar o sistema

  • Geração mais nova se destaca como principal parcela da população a adotar Pix

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral (FDC) e pela transportadora de valores Brink's, a maior parte dos brasileiros, 53,4%, preferem fazer compras e pagar contas utilizando dinheiro vivo. Em seguida aparece o cartão de crédito com 20%, cartão de débito, 16,5%, boleto, 4,6% e por último o novato da cena, Pix, com apenas 3,5%.

Lançado em novembro do ano passado pelo Banco Central, o Pix é uma ferramenta de transferências e pagamentos instantâneos feitos a partir do site ou aplicativo do banco. Desde então, diversos estabelecimentos e lojas virtuais oferecem descontos para pagamentos na modalidade, como se tratasse de dinheiro vivo.

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A pesquisa foi realizada com 2 mil pessoas por telefone. Para o professor da FDC, Fabian Salum, esse método trouxe um resultado mais fiel das preferências dos brasileiros. “Evitamos o viés de respondentes de capitais e de internautas e isso mostrou que o dinheiro ainda está longe do fim.”

A pesquisa também indagou sobre os motivos pelos quais as pessoas preferiram adotar determinado método de pagamento. Controle foi a principal razão escolhida por aqueles que preferem dinheiro (31,3%), seja o controle de saber o quanto gastam (26%) ou o de não gastar o que tem (5,3%). Facilidade foi escolhida por 22,4% dos questionados e segurança 11,1%.

Para Salum, a questão da segurança se deve à deficiência de infraestrutura de internet em diversas regiões do país. “As pessoas têm receio de que o meio de pagamento não funcione por falhas na conexão ou do celular, por exemplo”, disse o pesquisador. Entre os jovens, no entanto, o resultado foi outro. Cerca de 27,2% dos millennials e 43,2% da geração Z responderam utilizar muito o serviço.

“O dinheiro vai demorar para morrer, mas as grandes barreiras de tecnologia estão ficando cada vez menores. E essas novas tecnologias podem demorar um pouco para mudar, mas depois tem um processo relativamente rápido”, disse, ao Estadão, Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV/Eaesp.

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