Pix completa dois anos com 26 milhões de operações e já alcança 75% da população bancarizada

A próxima quarta-feira (dia 16) marca os dois anos da implementação do Pix. De lá para cá, a ferramenta se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado no país: até outubro, 141,4 milhões de brasileiros já tinham usado o Pix em seus pagamentos, o que representa cerca de 75% da população brasileira bancarizada. Já até o fim de setembro, 26 bilhões de transações instantâneas foram feitas na ferramenta, numa soma de R$ 12,9 trilhões.

Os dados foram apurados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com base em números do Banco Central. Segundo o levantamento, no primeiro mês de funcionamento, ainda entre novembro e dezembro de 2020, o Pix ultrapassou as transações feitas via DOC (Documento de Crédito).

Em janeiro de 2021, o Pix superou as transações com TED (Transferência Eletrônica Disponível). Dois meses depois, passou na frente em número de transações feitas com boletos. Já em maio, ultrapassou a soma de todos eles.

Já em relação aos cartões, o Pix ultrapassou as operações de débito em janeiro deste ano, e no mês de fevereiro foi a vez de passar na frente das transações com cartões de crédito, quando se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil.

O levantamento também aponta que, em setembro, o Pix atingiu R$ 1,02 tri, numa transação média de R$ 444, enquanto a TED, que somou R$ R$ 3,4 trilhões, teve tíquete médio de R$ 40,6 mil. Para a entidade, os números revelam que a população está usando o Pix como meio de pagamento de menor valor, como por exemplo, em transações com profissionais autônomos, e também para compras do dia a dia.

– Isso faz com que o número de transações aumente em um ritmo acelerado, trazendo maior conveniência para os clientes, que não precisam mais transportar cédulas para pequenas transações – analisa Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Febraban.

Quase metade dos usuários do Pix estão na região Sudeste do país (43%), seguido do Nordeste (26%), Sul (12%), Norte (10%) e Centro Oeste (95). Já em relação aos usuários, 64% têm entre 20 e 39 anos.

Desde novembro de 2020, 523,2 milhões de chaves foram cadastradas no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais do Banco Central. A maioria são aleatórias (213,9 milhões), seguida das chaves por CPF (114,2 milhões), celular (108,3 milhões), e-mail (77,5 milhões).