Pix: Em fase de testes, sistema já teve 826 mil transações que somaram R$ 324,6 milhões

Gabriel Shinohara
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BRASÍLIA — Nos últimos dias da fase de testes, o Pix registrou até a última quinta-feira, 826 mil transações que somaram R$ 324,6 milhões. O período começou no dia 3 de novembro e vai acabar no próximo domingo. O novo sistema de transferências e pagamentos instantâneos vai começar a funcionar para todos a partir das 9h do dia 16, segunda-feira.

A fase de testes do Pix serve para que as 762 instituições já autorizadas a operar o novo sistema possam fazer ajustes em situações reais, mas antes do Pix entrar em funcionamento para todos os clientes bancários. Nesse período, só uma fração dos clientes dessas instituições podem mandar recursos por meio do Pix, mas todos poderão receber.

O número de transações foi crescendo ao longo dos dias. Na estreia do Pix, apenas 2.345 transações foram feitas, somando R$ 210,2 mil. Já no dia 12, última atualização do Banco Central, R$ 118,3 milhões foram transacionados em 288 mil operações.

No início da semana, o diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC, João Pinho de Mello, disse que a fase de testes serve para resolver problemas pontuais e está sendo um sucesso.

— Temos esse período de duas semanas de testes e a nossa avaliação é que é um sucesso estrondoso no período de testes em várias dimensões. A gente vê o sistema funcionando, os bancos aumentando o número de transações.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que os bancos estão preparados para o lançamento na próxima segunda-feira.

“A Federação avalia que o funcionamento do sistema no período de testes mostrou-se eficiente, com volumes significativos de transações”.

Em um teste feito pelo GLOBO, o Pix funcionou e a transação foi feita instantaneamente. Até mesmo a função de reembolso, prevista pelo Banco Central desde o início, também não apresentou problemas.

O BC registrou 69,6 milhões de chaves Pix, sendo que 66,6 milhões de pessoas físicas e 2,9 milhões de pessoas jurídicas. Na quantidade de usuários, 29,5 milhões são pessoas físicas, que podem ter até cinco chaves por conta, e 1,7 milhões são empresas, que tem o limite de 20 chaves por conta.

A chave Pix funciona como uma identificação para facilitar a transação, mas não é obrigatória. É possível usar o CPF, e-mail, número de celular ou uma chave aleatória para substituir a necessidade de passar informações como nome, número da agência e conta e CPF que são exigidos atualmente em TEDs, por exemplo.