PL anuncia apoio a Rodrigo Pacheco horas antes da reunião do MDB para definir candidato

Julia Lindner
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Agência Senado 02/04/2019

BRASÍLIA - Por unanimidade, o PL anunciou nesta terça-feira que vai apoiar a candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à presidência do Senado. A bancada possui três parlamentares. Contando com o DEM, esta é a sétima legenda a divulgar manifestação favorável ao nome apadrinhado pelo atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Também estão com o parlamentar até o momento DEM, PSD, PT, Republicanos, Pros e PSC.

"O Partido Liberal do Senado oficializou, na tarde desta terça-feira, 12, o apoio à candidatura do Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para o cargo de Presidente do Senado Federal", disse o líder da bancada, Carlos Portinho (RJ), em nota.

Mais cedo, senadores do PL tiveram um encontro com Alcolumbre para firmar a aliança na disputa pelo comando do Senado. A sigla já tinha intenção de apoiar o atual presidente da Casa se o Supremo Tribunal Federal (STF) liberasse a sua reeleição, o que acabou não ocorrendo.

Além disso, o senador Jorginho Mello (PL-SC) consultou o presidente Jair Bolsonaro, seu aliado, no início da semana sobre a sua posição. Embora não atue explicitamente na campanha, Bolsonaro tem dito nos bastidores que tem preferência pela vitória de Pacheco justamente por sua ligação com Alcolumbre.

A expectativa é de que o PP, com sete senadores, também anuncie apoio a Pacheco após reunião da bancada prevista para amanhã. O presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), teve uma reunião com o candidato democrata nesta terça e contou a aliados que ficou satisfeito com o que ouviu. Ele informou que vai defender o nome de Pacheco aos correligionários.

Diante de uma série de declarações de apoio a Pacheco nos últimos dias, o MDB decidiu antecipar para hoje a escolha de seu candidato. A disputa está entre a senadora Simone Tebet (MS), vista como favorita no momento, e o senador Eduardo Braga (AM). A bancada deve fazer o anúncio até o final da tarde. Para ter chances de vencer, os emedebistas dependerão do apoio do Podemos, PSDB e Rede.