PL bancará salário, casa e advogados para Bolsonaro a partir de 2023

Bolsonaro foi derrotado nas urnas neste domingo (30); após a saída da presidência, em 2023, terá salário, casa, escritório e advogados bancados pelo PL. (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
Bolsonaro foi derrotado nas urnas neste domingo (30); após a saída da presidência, em 2023, terá salário, casa, escritório e advogados bancados pelo PL. (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
  • PL bancará salário, casa, escritório e advogados para Bolsonaro a partir de 2023;

  • Atual presidente assumirá um cargo no partido que dará direito à remuneração;

  • Acordo foi feito para que ele seja o 'principal líder da oposição' no governo Lula.

O PL, partido de Jair Bolsonaro, acertou com o mandatário que irá bancar as despesas dele a partir de 2023, quando deixará o Palácio do Planalto. O atual presidente foi derrotado nas urnas neste domingo (30), data do segundo turno que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Conforme apurado pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, fez um acordo com Bolsonaro na segunda-feira (31) para que ele assuma um cargo no PL. Dessa forma, receberá um salário todos os meses.

Também ficou acertado que a legenda bancará as despesas do aluguel de uma casa e de um escritório em Brasília, além de advogados para defender Bolsonaro nos processos aos quais responde no STF (Supremo Tribunal Federal) e em outras instâncias.

A ideia do PL, segundo o parlamentar, é permitir que o atual presidente seja a “principal liderança política da oposição” durante o terceiro governo Lula.

Após mais de 40 horas de silêncio, Bolsonaro se pronunciou e agradeceu pelos mais de 58 milhões de votos recebidos e disse que continuaria cumprindo “todos os mandamentos da nossa Constituição”.

O ex-candidato do PL não citou o adversário nem reconheceu a vitória de Lula. Ele ainda comentou que as manifestações que estão bloqueando centenas de rodovias pelo país são fruto “de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral”, mas indicou que elas não devem interferir no direito de ir e vir.

Bolsonaro e Ciro Nogueira não abriram espaço para perguntas de jornalistas e deixaram o local da coletiva logo após as breves falas.