PL confirma que fará oposição a Lula e convida Bolsonaro para presidência de honra

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, anunciou que o partido será oposição ao governo Lula e convidou Bolsonaro para ser presidente de honra da legenda. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, anunciou que o partido será oposição ao governo Lula e convidou Bolsonaro para ser presidente de honra da legenda. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • PL confirma que será oposição ao governo Lula;

  • Valdemar Costa Neto convidou Jair Bolsonaro para ser presidente de honra da sigla;

  • Presidente do PL afirmou querer que o mandatário leve o "partido a um patamar mais importante".

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (8) que o partido será oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele já vinha preparando o anúncio há alguns dias.

“O PL não renunciará às suas bandeiras de ideais, será oposição aos valores comunistas e socialistas, será oposição ao futuro presidente”, disse.

Costa Neto também aproveitou a ocasião para convidar Jair Bolsonaro, que concorreu à reeleição pelo PL, para a presidência de honra do partido. Segundo o presidente da sigla, o mandatário “devolveu ao nosso povo o orgulho de ser brasileiro” por meio da geração de emprego e crescimento da economia.

“Nós queremos que ele comande o nosso partido. Queremos Bolsonaro à frente dessa luta que ele construiu para levar o nosso partido a um patamar mais importante”, destacou.

No discurso, o político também afirmou que foi “graças a Bolsonaro” que a sigla construiu a maior bancada de deputados federais e senadores.

Neste ano, o PL elegeu 99 parlamentares para a Câmara e 8 para o Senado – que renovou um terço de suas cadeiras em 2022. Ele acrescentou que a legenda “continuará na busca por uma nação unida pela liberdade, verdade e fé”.

Protestos antidemocráticos

O presidente do PL informou que os eleitores de Jair Bolsonaro que não se conformam com a vitória de Lula têm o apoio do partido, mas rechaçou os bloqueios nas estradas.

“O que o presidente deixou claro é que não podemos fazer um movimento que traga prejuízo para o país, que proíbam o ir e vir. Agora, os que estão fazendo movimento dentro da lei, sem atrapalhar a vida de ninguém, têm o nosso apoio”, explicou.

Hoje, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcou uma reunião com procuradores de Justiça de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais para pedir que os Ministérios Públicos estaduais investiguem se os bloqueios foram financiados.

O encontro foi solicitado após o procurador Frederico Paiva, do Ministério Público Federal no Distrito Federal, dizer que há indícios de que os protestos foram planejados e tiveram estrutura financeira, já que “ninguém abre mão de trabalhar por todo esse tempo se não há cobertura por trás”.