PL muda de opinião e incentiva Bolsonaro a permanecer nos EUA após atos terroristas

Presidente estaria cogitando emendar "exílio" nos EUA com temporada na Itália

Bolsonaro pode permanecer nos EUA por mais tempo (AP Foto/Eraldo Peres)
Bolsonaro pode permanecer nos EUA por mais tempo (AP Foto/Eraldo Peres)

A alta cúpula do PL mudou de opinião em relação ao "exílio" de Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos e, agora, incentiva o ex-presidente a permanecer no país por mais tempo.

De acordo com informações da coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo, o motivo para a mudança foi o ato terrorista protagonizado por apoiadores bolsonaristas no último dia 8, em Brasília.

Repercussão negativa

O ex-presidente é visto como um dos responsáveis pelas cenas de vandalismo nos prédios dos Três Poderes, por conta da disseminação de fake news e incentivo a ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Por isso, integrantes do PL teriam aconselhado Bolsonaro a permanecer em Orlando até que "a poeira abaixe". Outro ponto considerado pelos aliados é a minuta golpista encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

“Com os ataques em Brasília e a minuta, Bolsonaro está no olho do furacão. É melhor esperar um tempo lá fora para esperar a situação se acalmar. Se ele voltar agora, a confusão será grande”, disse a Malu Gaspar um integrante do PL, que preferiu não se identificar.

Novo destino?

O ex-presidente ouviu os conselhos e já considera esticar a estadia nos Estados Unidos. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o plano é dar palestras que ajudariam a custear suas despesas no país.

Segundo aliados, há até a possibilidade de Bolsonaro e sua família emendarem a estadia nos EUA com uma temporada na Itália.

Posicionamento inicial

Antes dos atos terroristas na capital federal, a cúpula do PL entendia que o ex-presidente deveria voltar ao Brasil o mais rápido possível, para mobilizar sua militância e ganhar voz como principal figura da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, chegou a acertar um salário de R$ 39,2 mil mensais a Bolsonaro, mas condicionou o pagamento ao retorno do político ao Brasil.