PL pode “chutar” Bolsonaro para se aliar ao PT

Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, estaria em tratativas avançadas para integrar a base aliada do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PL é o partido ao qual está filiado o presidente Jair Bolsonaro, derrotado no pleito do último domingo. A informação foi revelada pelo portal O Antagonista.

Tanto PL e quanto PT apoiariam a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à presidência do Senado, enquanto Valdemar indicaria o líder do governo na casa. Em dois anos, o PL indicaria o sucessor de Pacheco.

Segundo O Antagonista, Lula e Valdemar da Costa Neto devem se reunir em Brasília ao longo da próxima semana. Caso o acordo seja selado, pode ser forçada uma saída de Jair Bolsonaro do partido. O PL elegeu a maior bancada de deputados para a próxima legislatura, com 99 parlamentares. No Senado, são 14 eleitos no total.

A ideia da aproximação do PT com o PL seria enfraquecer Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara.

União Brasil cogita integrar base de Lula

O presidente do União Brasil, Luciano Bivar, está disposto a conversar com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar a base aliada do petista no Congresso. A bancada do partido de Bivar tem 59 deputados.

A legenda nasceu da união do DEM com o PSL – partido que elegeu Jair Bolsonaro (PL) em 2018. Agora, a projeção de Bivar é que, sim, ele pode estar ao lado de Lula.

Ao jornal O Globo, o presidente do União Brasil se definiu como um “radical do Estado de Direito”. Ele, que se elegeu deputado federal, ainda revelou que quer ser candidato à presidência da casa para substituir Arthur Lira (PP-AL).

“Nós não seremos oposição ao governo. Mas somos independentes. Podemos integrar a base, sim. Estamos sempre dispostos. Se tivermos uma representação significativa como a que temos na Câmara dos Deputados, queremos conversar com o governo diariamente. É o maior partido independente do Brasil. Fizemos 60 federais sem caneta do governador nem do presidente”, afirmou, em entrevista ao jornal.