PL vai buscar presidência do Senado, diz líder do governo

Senado Federal (Foto: Getty Images)
Senado Federal (Foto: Getty Images)

Carlos Portinho (PL-RJ), líder do governo no Senado, afirmou nesta sexta-feira (4) que o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, vai lançar candidatura à presidência do Congresso em fevereiro de 2023.

O parlamentar deu a informação ao site Poder360. O anúncio oficial deve ser feito pelo líder nacional da legenda, Waldemar da Costa Neto, na próxima terça-feira (8).

Segundo Portinho, ainda não há definição sobre o nome que vai disputar a vaga de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que buscará reeleição. O PL não vai apoiar o mineiro por considerá-lo próximo a Luiz Inácio Lula da Silva (PL), presidente eleito no último dia 30.

“O PL vai escolher dentro dos nomes que têm o candidato. A gente vai convergir de acordo com o perfil, que é o perfil do presidente do Senado, e é um perfil que exige que o presidente para ser eleito tenha também articulação com outros partidos”, disse o senador ao site Poder 360.

Segundo o veículo de imprensa, Portinho está entre os cotados, assim como Eduardo Gomes (PL-TO), líder do Governo no Congresso. Ambos teriam demonstrado ter articulação com outros partidos para aprovação de projetos.

“O PL construiu isso ao longo desse último mandato do presidente Bolsonaro, a gente tem articulação com vários senadores mesmo em outros partidos, tanto no MDB, como no União, como no próprio PSD. E o nome deve ser aquele que reúna a maior possibilidade de apoio para que a gente vença essa eleição”, declarou.

Também são citados para a disputa o ex-ministro Rogério Marinho, eleito pelo Rio Grande do Norte, e Magno Malta, senador eleito pelo Espírito Santo.

Nomes de fora do PL, mas com proximidade a Bolsonaro também estão inclusos. Damares Alves, ex-ministra e senadora eleita pelo Distrito Federal (Republicanos), já demonstrou intenção de participar, assim como a também ex-ministra e eleita pelo Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina.

Todavia, há preocupação do PL em lançar um parlamentar competitivo e que consiga manter diálogo com outras legendas, o que deve afastar representantes da ala mais ideológica.