Planalto decreta sigilo de encontros de Bolsonaro com pastores lobistas no MEC

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·3 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Na agenda oficial de Jair Bolsonaro, constam três encontros com Gilmar Santos e Arilton Moura, além de Milton Ribeiro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Na agenda oficial de Jair Bolsonaro, constam três encontros com Gilmar Santos e Arilton Moura, além de Milton Ribeiro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Resumo da notícia

  • Palácio do Planalto colocou sigilo sobre as reuniões de Jair Bolsonaro com pastores lobistas

  • GSI alegou que divulgação de datas dos encontros poderia por Bolsonaro e a família em risco

  • Na agenda oficial de Bolsonaro, constam três encontros com Gilmar Santos, Arilton Moura e Milton Ribeiro

O Palácio do Planalto decretou sigilo dos encontros entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e pastores lobistas, como Gilmar Santos e Arilton Moura. Os dois são suspeitos de terem pedido ao presidente liberação de recursos do Ministério da Educação para prefeituras com as quais estavam comprometidos politicamente.

A informação sobre o sigilo foi revelada pelo jornal O Globo. O veículo fez um pedido sobre os registros de entradas e saídas de Santos e Moura do Planalto, via Lei de Acesso à Informação. Nem todos os encontros feitos pelo presidente são registrados na agenda e, por isso, o jornal tentou a informação dos registros das passagens dos pastores pelo Planalto e pela sala do presidente.

Em resposta ao jornal O Globo, o Gabinete de Segurança Institucional, do general Augusto Heleno, afirmou que o pedido não poderia ser atendido. A justificativa é que a informação poderia colocar a vida de Jair Bolsonaro e de familiares dele em risco.

Na agenda oficial de Bolsonaro, constam três encontros entre os pastores Gilmar Santos, Arilton Moura, o presidente da República e o ex-ministro Milton Ribeiro. Mesmo assim, o GSI não autorizou a divulgação das datas em que os pastores foram ao Palácio do Planalto.

Os pastores são investigados pela Polícia Federal, suspeito de intermediarem a liberação de recursos do MEC para prefeituras. Eles foram convidados pelo Senado para esclarecerem as acusações, mas se recusaram e não foram à casa legislativa.

AGU pede arquivamento de investigação contra Bolsonaro

A Advocacia-Geral da União quer que o Tribunal Superior Eleitoral arquive o pedido para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, sejam investigados pela suspeita de favorecer pastores evangélicos no repasse de verbas da pasta. A informação foi revelada pela TV Globo.

A AGU argumenta que o presidente foi mencionado “indevidamente” durante a crise e que não há elementos para justificar a abertura de uma apuração contra Bolsonaro.

O pedido para que fosse feita uma investigação partiu do PT. A legenda justifica que as revelações sobre o suposto esquema no Ministério da Educação indicam abuso de poder político e econômico – os crimes, se confirmados, podem levar à inelegibilidade.

Relembre o caso

O ministro da Educação Milton Ribeiro afirmou em uma gravação que o governo dá prioridade a pedidos de verba negociados por dois pastores que não tem cargos oficiais, mas atuam de forma informal dentro do Ministério da Educação (MEC), atendendo a uma solicitação do presidente Jair Bolsonaro.

A informação foi revelada pelo jornal Folha de São Paulo, com uma gravação de áudio de Ribeiro.

A gravação contém parte de uma conversa entre Milton Ribeiro e os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, próximos ao presidente desde o primeiro ano do mandato. Os dois têm negociado com prefeituras ao redor do Brasil a liberação de recursos federais para a construção de creches e escolas, ampliação de infraestrutura e compra de equipamentos tecnológicos.

Na reunião, o ministro falava sobre o orçamento da pasta e os valores que são geridos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

"A minha prioridade é atender primeiros os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos que são amigos do Pastor Gilmar. Não tem nada com o Arilton, e tudo com o Gilmar. Por que ele? Porque foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do Gilmar", afirma Ribeiro no áudio.

Em contrapartida da liberação da verba, o ministro pede apoio em determinadas áreas, como a construção das igrejas.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos