Planalto fez mais campanhas para fazer propaganda de suas ações do que para orientar população sobre Covid

Daniel Gullino
·1 minuto de leitura

BRASÍLIA — Um documento da Secretaria de Comunicação Social (Secom) mostra que o Executivo federal fez mais campanhas para fazer propaganda de suas ações do que para orientar a população sobre o combate à pandemia. A informação foi repassada à Casa Civil e deverá fazer parte da estratégia do governo de preparar sua defesa na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

No documento, a Secom lista 12 campanhas realizadas, a maioria simultaneamente na televisão, no rádio e na internet. Algumas das campanhas também foram veiculadas no exterior. Dessas, seis tiveram como objetivo principal divulgar medidas do governo, de acordo com a descrição apresentada. Quatro delas foram destinadas a informar práticas de prevenção à Covid-19 e vacinação e duas divulgaram serviços do governo ligados à pandemia (um aplicativo com orientações sobre a doença e um programa de convocação de estudantes).

A maior parte das ações relatadas ocorreu no período no qual a Secom era comandada por Fabio Wajngarten. Senadores pretendem convocar o ex-secretário para a CPI da Covid, e cogitam uma acareação com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Na semana passada, Wajngarten criticou, em entrevista à Veja, a atuação do Ministério da Saúde na compra de vacinas contra a Covid-19. Wajngarten tem dito a pessoas próximas que, caso sua convocação seja confirmada, sua participação na CPI vai ser "oportuna" e "divertida".