Planalto gastará até R$ 1,6 milhão na compra de comida e utensílio de cozinha para aeronaves da presidência

BRASÍLIA — O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela proteção do presidente Jair Bolsonaro, está disposto a gastar até R$ 1,7 milhão na compra de alimentos e utensílios de cozinha para abastecer as aeronaves da presidência da República. Na lista que consta no edital do pregão eletrônico há pratos, copos, isopor, assim como bebidas variadas.

O gasto com refrigerante, por exemplo, pode chegar a R$ 62 mil e com café, aproximadamente R$20 mil. O documento aponta ainda que a União pagará até R$ 13 mil em lanches para serem servidos nos aviões - cada um deles ao custo máximo de R$ 66,10. Para almoço e jantar, o valor desembolsado pode chegar a R$ 103 mil por 600 refeições solicitadas. Com opções de café da manhã, o teto é de cerca de R$ 70 mil.

Desde que assumiu o Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro costuma adotar um discurso de corte de gastos presidenciais. Ele já falou, por exemplo, que escolhe quartos de hotel simples durante suas viagens e que, quando se hospedou em unidades mais luxuosas, as despesas ficaram a cargo do governo local.

Numa visita a Resende, no Rio, ele mostrou as acomodações do Hotel de Trânsito e Oficiais e disse que o preço da diária era R$ 90. No Qatar, exibiu o quarto luxuoso e disse que teve “custo zero” porque foi bancado pelas autoridades locais.

Em 2021, quando viajou para Nova York, Bolsonaro foi fotografado comendo pizza com a mão ao lado dos ministros. Em 2019, quando foi para Davos, almoçou em um restaurante “bandeijão”. Na viagem para João Pessoa, nesta quinta-feira, postou um vídeo cumprimentando apoiadores quando saiu para ir a uma pizzaria.

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