Planos de saúde devem ficar até 16% mais caros

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Reajuste pode encarecer os gastos com saúde (Getty Image)
  • Após queda inédita nos valores, o serviço pode ficar até 16% mais caro em 2022

  • Entidades devem anunciar o valor dos reajustes em meados de maio

  • Diversos fatores podem influenciar no cálculo do percentual

As parcelas do plano de saúde podem pesar nos próximos meses. O índice máximo permitido para mensalidades de 8,9 milhões de brasileiros ainda está sendo calculado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas a expectativa é que a porcentagem seja definida a partir de maio deste ano.

Até agora, o maior reajuste anual desde anos anos 2000 foi de 13,57% em 2016. Em 2021, uma decisão inédita reduziu o valor em até 8,19%, em razão da queda de usos provocada pela pandemia. Apesar do alívio momentâneo, essa redução pode ser suprimida com um ajuste record que pode chegar a 16% neste ano.

O cálculo é realizado com base nas variações das despesas com atendimento, intensidade de utilização dos planos e inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ainda não há data para a divulgação da correção, mas a expectativa é que o índice seja anunciado ainda em maio.

Segundo o G1, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) estima que o percentual de reajuste a ser autorizado em 2022 seja próximo a 15,8%, enquanto a Federação Nacional de Saúde Suplementar projeta "reajuste de 15,7% neste ciclo".

"Outros fatores que impactaram foram a inflação mundial de insumos (materiais, equipamentos e medicamentos) e a alta exponencial do dólar, moeda atrelada a grande parte dos insumos médico-hospitalares utilizados no Brasil", afirmou a Abramge em entrevista ao portal. A organização também reforçou que os planos de saúde foram o único setor regulado com reajuste negativo em 2021.

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