Planos do PCC para resgatar Marcola incluíam invasão de cadeia com 100 homens armados

Marcola é um dos líderes do PCC - Foto: REUTERS/Adriano Machado
Marcola é um dos líderes do PCC - Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • PCC elaborou três planos para tentar resgatar Marcola da cadeia de segurança máxima em Rondônia

  • Um deles consistia em invadir o presídio com mais de 100 homens com armas e bombas

  • Planos foram descobertos após mudança na rotina dos presos em Brasília

A Polícia Federal descobriu três planos do Primeiro Comando da Capital (PCC) para resgatar Marcos Herbas Camacho, conhecido como Marcola, tido como principal líder da facção criminosa e condenado a 330 anos de prisão.

De acordo com informações do R7, o grupo elaborou diferentes estratégias para tentar tirar o criminoso que está em um presídio de segurança máxima em Porto Velho, Rondônia, desde março.

Os planos foram elaborados desde o ano passado, definidos pelo próprio Marcola e intitulados STF, STJ e Suicida. O primeiro consistia na invasão da cadeia com mais de 100 homens munidos de armas de fogo e bombas.

O STJ planejava os sequestros de autoridades e familiares para negociar a liberação de presos, entre eles, Marcola, enquanto o Suicida tinha como ponto principal uma rebelião na penitenciária.

Os investigadores constataram que 95% do plano de fuga estava concluído, e os envolvidos deveriam passar as estratégias a advogados utilizando códigos e cifras durantes as visitas.

O plano de Marcola era de que a ação acontecesse o mais rápido possível, mas prestadores de serviços em uma penitenciária de Brasília notaram mudanças de rotina entre os presos e possíveis ameaças à PF, o que deu início à investigação que culminou na descoberta das estratégias.

"Descrédito para o país"

Em entrevista à TV Record, o promotor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Lincoln Gakiya, considerou que a possível libertação de um criminoso como Marcola seria um "descrédito para o país".

“Se o Marcola fugisse de uma unidade penitenciária de segurança máxima, seria um verdadeiro caos. Um descrédito ao sistema penitenciário, um descrédito ao país”, afirmou.