Planos de saúde terão que informar inadimplência e número de leitos ocupados com Covid-19 à ANS

Luciana Casemiro
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As operadoras de planos de saúde terão que informar à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), até o fim desta semana, dados de inadimplência, número de leitos destinados ao tratamento de Covid-19 e sua taxa de ocupação, custo do tratamento dos pacientes contaminados pelo vírus, assim como o impacto do custo de equipamentos de proteção individual (EPIs).

— Esse conjunto de informações, somado a outros dados que a ANS já dispõe, como o monitoramento das demandas registradas por consumidores junto aos canais de atendimento da reguladora, permitirá uma análise mais aprofundada da situação, sendo de grande relevância para subsidiar a adoção de medidas em prol da sustentabilidade do setor durante e no pós-crise — explica Rogério Scarabel, diretor-presidente substituto da ANS.

As informações econômico-financeiras das operadoras costumam ser enviadas à agência ao fim de cada trimestre, mas por conta da necessidade de avaliação do cenário, a ANS solicitou a antecipação do envio de alguns dados e pediu informações sobre ocupação de leitos e atendimentos que não são usualmente informados pelas empresa do setor.

Apesar de reclamarem da pressão de custo da pandemia, apenas 9 das 731 operadoras de planos médicos do país assinaram o Termo de Compromisso proposto pela ANS para garantir acesso a reservas técnicas do setor que somam R$ 15 bilhões.

Segundo as empresas, a determinação de atendimento a inadimplentes durante a pandemia incluída no acordo, inviabilizoua assinatura, pois colocaria em risco a sustentabilidade do setor. As operadoras admitem, no entanto, que podem ter que recorrer ao mercado para buscar crédito para enfrentar essa crise.

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