PM admite ter atirado em jovem no Jacarezinho e alega que estava 'diante de uma iminente e injusta agressão'

·2 min de leitura

RIO — Um dos policiais do Batalhão de Choque (BPChoque), que estava na favela do Jacarezinho, na Zona Norte, na noite desta segunda-feira (26), quando Jhonatan Ribeiro de Almeida, de 18 anos, foi morto, admitiu que atirou contra o rapaz. Em seu depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital DHC), na tarde desta terça-feira, o cabo da PM, identificado apenas como Diego, disse que estava num patrulhamento de rotina, ao longo da linha férrea, quando relatou ter visto Jhonatan "comercializando drogas". Segundo ele, o jovem teria puxado uma arma da cintura e que, por isso, alegou ter atirado "diante de uma iminente e injusta agressão". A família de Jhonatan negou que a vítima tivesse envolvimento com o tráfico de drogas.

Jhonatan foi atingido por um único tiro, conformou informou a polícia, próximo ao pontilhão, no Jacarezinho, primeira comunidade a receber o porgrama estadual Cidade Integrada, em janeiro deste ano. Ainda segundo o cabo da Polícia Militar, "a guarnição tentou prestar socorro" ao rapaz, mas foram agredidos por moradores que atiraram pedras contra eles. Diego disse ainda em seu depoimento que, "tendo em vista a multidão que os agredia injustamente, saíram para buscar reforço". O PM contou que, ao retornar com mais policiais, o corpo de Jhonatan já não estava mais no local, no entanto, Diego afirmou que foi encontrado um saco com drogas e um simulacro de arma de fogo no local.

A DHC continua ouvindo, na tarde deste terça-feira, outros policiais militares que estavam no Jacarezinho, onde a vítima foi baleada e morta. O cabo Diego não disse, em seu depoimento, que houve confronto.

Na chegada ao Instituto Médico-Legal (IML), na manhã desta terça-feira, a mãe de Jhonatan, Monique Ribeiro dos Santos, disse que estava em casa no momento em que o filho foi baleado. Ela disse que o filho não tinha a carteira de trabalho assinada porque, em breve, se apresentaria para o alistamento no Exército. Por isso, segundo a família, ele trabalhava com uma tia vendendo roupas, para ajudar na criação do filho dele, Israel, de 4 meses. A mãe afirmou mais uma vez que Jhonatan não tinha nenhum envolvimento com o tráfico.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos