PM afasta policiais envolvidos na morte de jovem na Barreira do Vasco

A Polícia Militar do Rio de Janeiro afastou os policiais militares envolvidos na ocorrência que resultou na morte de Ruan Nascimento, de 27 anos, na Barreira do Vasco, Zona Norte da capital, na sexta-feira. Querido na comunidade e mascote da Força Jovem do Vasco, o jovem tinha deficiência intelectual. Moradores acusam a polícia de tê-lo matado numa incursão à paisana. De acordo com a PM, um procedimento interno foi instaurado para apurar o caso.

A corporação informa que a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) foi acionada pelo Comando da Corporação para o caso e ouviu os policiais militares envolvidos na ocorrência. O caso está sendo investigado também pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ouviu os agentes e recolheu as armas deles para perícia. As diligências estão em andamento.

Ruan chegou a ser levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu ao ferimento. A família dele diz que não havia operação no momento em que o jovem foi morto.

— Meu irmão estava parado em frente a um salão para cortar o cabelo. Do nada, chegou um policial à paisana e deu um tiro nas costas dele. Botou ele no porta-malas de um carro vermelho com mais três policiais e abandonou ele aqui no Souza Aguiar — disse a irmã de Ruan, Isabela Limão do Nascimento, de 21 anos, momentos após a ocorrência. — Eu quero justiça. Meu irmão tinha deficiência, não estava fazendo nada, não era metido com coisa errada. Era brincalhão, todo mundo conhecia ele. Queremos justiça. Temos testemunhas.

No dia seguinte, no Instituto Médico Legal (IML), outro irmão da vítima, Renan Alves de Lima, disse que os responsáveis pela morte de Ruan chegaram em um carro vermelho.

— Eu tinha acabado de sair para trabalhar, umas 18h. Foi por volta desse horário. Não tinha operação nenhuma, não teve tiroteio. A única coisa que teve foram dois tiros de fuzil. Os policiais entraram na comunidade, num carro descaracterizado, vermelho. Quatro homens, de fuzil, deram um tiro, pegou numa pessoa, todo mundo correu, meu irmão correu junto e tomou um tiro nas costas — disse ele.

Em nota, a PM disse que "policiais militares do 4ºBPM (São Cristóvão) relataram terem ido verificar local de comercialização ilegal de cobre na localidade do Café, próximo da comunidade Barreira do Vasco, em São Cristóvão, onde ocorreu confronto durante a checagem. Após cessar a situação, houve apreensão de uma granada, um rádio comunicador e 240 papelotes de crack".

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