PM apreende 15 quilos de explosivo durante operação no Complexo da Penha

Policiais militares apreenderam, na comunidade da Chatuba, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, 15 quilos de explosivos, fiação de detonação, balança de precisão e cadernos com anotações sobre o tráfico de drogas. Até as 9h15 não havia presos. A ação continua.

Moradores usaram as redes sociais para relatar tiroteio em diferentes pontos do Complexo da Penha durante a operação da PM. Não há notícias de feridos.

De acordo com a Polícia Militar, além da Chatuba, há equipes também na Vila Cruzeiro, na Fé e no Sereno. Atuam no local homens dos batalhões de Ações com Cães (BAC), de Operações Especiais (Bope), de Polícia de Choque (BPChq) e do Grupamento Aeromóvel (GAM).

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    Política
    BBC News Brasil

    Meirelles defende 'imprimir dinheiro' contra crise do coronavírus: 'Risco nenhum de inflação'

    Em entrevista à BBC News Brasil, ex-presidente do BC apoia medidas extraordinárias contra impacto da pandemia, mas diz que reservas internacionais devem ser preservadas.

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    Saúde
    BBC News Brasil

    Coronavírus: a festa que pode ter espalhado o vírus em uma família de SP e levado à morte de 3 pessoas

    Entre os casos, três irmãos, com mais de 60 anos, tiveram complicações graves e morreram pouco mais de duas semanas depois

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    Saúde
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    Bolsonaro ignora falta de comprovação científica e insiste na cloroquina: 'Sempre busquei tratar da vida em 1° lugar'

    Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que médicos podem prescrever cloroquina se assumirem os riscos

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    Coronavírus: Governo publica MP que autoriza novos saques do FGTS a partir de 15 de junho

    Desde o início de março o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia cogitado novas liberações do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)

  • Foto de Anitta e Manu Gavassi em festa volta a circular após suposta indireta
    Esportes
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    Foto de Anitta e Manu Gavassi em festa volta a circular após suposta indireta

    Manu teria tratado Anitta mal em uma festa

  • Trump ameaça cortar contribuições dos EUA para OMS
    Política
    AFP

    Trump ameaça cortar contribuições dos EUA para OMS

    O presidente americano, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira cortar os recursos dos Estados Unidos para a Organização Mundial da Saúde (OMS), depois de sugerir seu viés favorável á China durante a pandemia de coronavírus.

  • Estado de saúde de Boris Johnson se agrava
    Notícias
    AFP

    Estado de saúde de Boris Johnson se agrava

    O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que testou positivo para o novo coronavírus há 10 dias, deu entrada na unidade de cuidados intensivos (UTI) nesta segunda-feira em Londres.

  • Sasha e João Figueiredo estão juntos desde 2019: ela vai a cultos com ele, que virou vegano por ela
    Estilo de vida
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    Sasha e João Figueiredo estão juntos desde 2019: ela vai a cultos com ele, que virou vegano por ela

    O namoro assumido com fotos românticas nas redes sociais pode ter surpreendido muita gente. Mas o...

  • Supremo teme enxurrada de ações sobre coronavírus em eventual demissão de Mandetta
    Política
    Folhapress

    Supremo teme enxurrada de ações sobre coronavírus em eventual demissão de Mandetta

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) temem que uma eventual demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, provoque uma enxurrada de processos e traga a Corte para o centro da crise. A previsão de ministros é que uma possível troca de diretriz no ministério no combate ao coronavírus leve entidades de classe, partidos políticos, governos estaduais e municipais ao tribunal para garantir a adoção de medidas técnicas no enfrentamento à pandemia. Em crise pública com Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro, que discorda do rigor das medidas defendidas pelo seu ministro, avalia demiti-lo, mas tem sido pressionado por aliados a não fazê-lo. A flexibilização do isolamento social na contramão das recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), caso ocorra, por exemplo, deve ser questionada no tribunal e obrigaria o Supremo a intervir, o que desgastaria a relação entre os poderes, segundo avaliação de ministros. O mesmo pode ocorrer com o avanço da hidroxicloroquina como arma do governo no combate à doença antes das comprovações científicas devidas. Mandetta vem adotando um discurso de cautela ao uso do medicamento, enquanto Bolsonaro defende sua utilização. No desejo de trocar o ministro, presidente tem buscado nos bastidores um nome que se alinhe ao seu pensamento pró-hidroxicloroquina. Os ministros do STF vêm dando sinais públicos de que não hesitarão em impor limites às ações de Bolsonaro, e a saída de Mandetta poderia deixar isso mais claro. O ministro Gilmar Mendes tem dito em entrevistas que não tem dúvidas de que uma política pública contra orientações da OMS "não lograria apoio no STF". Na mesma linha, outros ministros fizeram elogios a Mandetta e mandaram recados ao Palácio do Planalto. O ministro Luís Roberto Barroso exaltou, na segunda-feira (6), em entrevista ao UOL, o desempenho de Mandetta. "Justiça seja feita, você tem um ministro da Saúde que tem conduzido com grande eficiência, dedicação e com base na melhor ciência que existe. E acho que apesar de tudo, o Brasil está reagindo razoavelmente bem à pandemia dentro das nossas circunstâncias" afirmou. O presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, é outro defensor de Mandetta. Ele costuma manter diálogo permanente com os chefes dos outros poderes, inclusive Bolsonaro, e com integrantes do governo e tem ressaltado a importância de manter o ministro no cargo. Foi por uma reunião convocada por Toffoli, aliás, que a relação entre Mandetta e Bolsonaro começou a estremecer. Na semana em que o chefe do Executivo foi às manifestações e cumprimentou apoiadores, o presidente do Supremo resolveu convocar uma reunião com o procurador-geral da República, Augusto Aras, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre, e de todos os tribunais superiores e não convidou Bolsonaro. Mandetta não só foi à reunião como sentou na ponta da mesa, ao lado dos chefes dos poderes, o que irritou o chefe do Executivo. Na ocasião, Toffoli foi claro ao afirmar que o ministro não pode ser substituído em meio à crise. Outro temor de integrantes do STF é em relação a um agravamento da crise política que a saída de Mandetta poderia desencadear. Como o mundo político já deixou claro que é favorável à permanência do ministro, há uma preocupação sobre como ficaria a governabilidade do atual governo. Os ministros têm estudado com profundidade a doença e seus impactos porque sabem que irão julgar ações relacionadas ao tema por um bom tempo. Desde o começo da crise, já foram protocolados 761 processos que discutem o covid-19. Do total, 255 deles tratam de questões administrativas, a maioria na esfera federal, e 103 decisões já foram tomadas. A evolução das ideias de Bolsonaro podem aumentar ainda mais esse número, na visão dos ministros. Mudanças em relação isolamento social antes de recomendações da OMS e o avanço da hidroxicloroquina antes da comprovações científicas devidas, por exemplo, seriam contestados e obrigariam a Corte a se posicionar sobre temas caros para Bolsonaro. Como os auxiliares de Bolsonaro se posicionam no combate ao coronavírus Apoiam publicamente o isolamento total Henrique Mandetta (Saúde) Paulo Guedes (Economia) Sergio Moro (Justiça) Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) Tereza Cristina (Agricultura) Apoiam publicamente Bolsonaro e a reabertura do comércio Abraham Weitraub (Educação) Ricardo Salles (Meio Ambiente) Arthur Weintraub (assessor especial da Presidência) Onyx Lorenzoni (Cidadania) Ernesto Araújo (Relações Exteriores) Augusto Heleno (GSI) Regina Duarte (Secretária Especial da Cultura) Publicamente afirmam uma coisa e, nos bastidores, defendem outra Damares Alves (Mulher, Direitos Humanos e Família) Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) André Mendonça (Advocacia-Geral da União)

  • Moro diz que integrantes de organizações criminosas já deixaram cadeias em função da pandemia de coronavírus
    Política
    O Globo

    Moro diz que integrantes de organizações criminosas já deixaram cadeias em função da pandemia de coronavírus

    Ministro afirma que algumas decisões judiciais geram 'preocupação' e provocam risco de 'crise' na segurança

  • 'Fina estampa': o verdadeiro segredo de Teresa Cristina
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    'Fina estampa': o verdadeiro segredo de Teresa Cristina

    Somente na última semana de "Fina estampa" o público vai descobrir o tão misterioso segredo de...

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    Notícias
    AFP

    Encontrado corpo de Kennedy desaparecida

    Maeve Kennedy McKean era o sobrinha-neta de John F. Kennedy e desapareceu quando estava em uma canoa com o filho pequeno

  • Osmar Terra pede sintonia entre Bolsonaro e Mandetta e diz que quarentena vai matar o Brasil
    Política
    Folhapress

    Osmar Terra pede sintonia entre Bolsonaro e Mandetta e diz que quarentena vai matar o Brasil

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O deputado Osmar Terra (MDB-RS), um dos cotados ao cargo de Luiz Henrique Mandetta no comando da pasta da Saúde, defendeu nesta terça-feira (7) uma maior sintonia entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a quarentena adotada por alguns governos vai "matar o Brasil". Ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra é apontado como um dos nomes que poderia assumir o Ministério da Saúde caso Bolsonaro decida demitir Mandetta. O deputado virou contraponto do ministro e referência de bolsonaristas por defender que apenas idosos e grupos de risco sejam isolados na pandemia. Osmar Terra participou de uma videoconferência realizada pela Necton Investimentos na tarde desta terça. Ele qualificou Mandetta como "um bom ministro". "Eu não acho ruim o ministro Mandetta, ele é um bom ministro. Só que acho que tem que ter sintonia com o presidente. O ministro é cargo de confiança do presidente. Os dois têm que acertar o discurso", afirmou. O deputado fez fortes críticas à quarentena imposta por alguns gestores estaduais e municipais e defendeu o fim da medida, ideia também compartilhada por Bolsonaro. "Senão o número de doentes não diminui, a curva está subindo direto, quase que um foguete, então a quebradeira da economia, a destruição da economia vai ser muito pior a curto e médio prazo. Isso é que o presidente está dizendo", disse. Na avaliação de Osmar Terra, o Brasil já deve atingir o pico da epidemia em duas semanas. "Quem vai matar o Brasil não é o coronavírus, é a quarentena, é o lockdown [isolamento total] de empresas que nunca foi tentado fazer em nenhuma epidemia e que, para nós, tem um resultado desastroso", afirmou. O ex-ministro e Bolsonaro defendem o chamado isolamento vertical, no qual apenas idosos e grupos de risco devem ser isolados -o restante da população deveria voltar a trabalhar imediatamente. Essa opinião é rejeitada não só pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e por especialistas em pandemia, mas pela maioria dos líderes mundiais, inclusive o presidente americano, Donald Trump. Itália e Reino Unido, antes favoráveis a esse isolamento menos restrito, voltaram atrás diante do avanço dos casos da doença. O Ministério da Saúde, que segue as recomendações da organização mundial, prega o distanciamento e o isolamento social como medidas mais seguras para conter o alastramento da Covid-19. A maioria dos governos estaduais segue as orientações da OMS, o que os colocou em rota de colisão com Bolsonaro. Nesta terça, o deputado federal, que é médico, disse ainda que o número de casos de Covid-19 no país está subestimado. Ele avalia que até 30 milhões de brasileiros podem estar contaminados com o novo coronavírus, mas defendeu que apenas o grupo de risco -os idosos- fique em isolamento. "A vida tem que seguir normal para quem não é grupo de risco. Nessa curva que vai pegar 80% da população. 80% vão ter contato com o vírus. Tem que preservar aqueles 20% das pessoas de risco", afirmou. Osmar Terra negou ainda que se trate de uma oposição entre defender a vida ou proteger a economia. "Não sou empresário. Optei por ser médico, eu não sou empresário, eu não tenho empresa. Optei por fazer medicina para salvar vida", disse. "A vida é mais importante do que os negócios. Só que a vida depende dos negócios para se manter." "Para mim, a vida não tem preço, mas as epidemias todas têm esse custo", afirmou. O deputado estimou ainda que a pandemia vai matar menos gente do que as gripes sazonais anuais e que o SUS (Sistema Único de Saúde) não teria dinheiro para cuidar dos doentes, porque a quarentena iria "arrebentar" a economia. Segundo ele, não vai ter mais arrecadação para pagar benefícios do governo, como o Bolsa Família. O ex-ministro também contestou as recomendações da OMS. "Engraçado que a OMS só manda fazer isso [isolamento] aqui. Na China, está tudo funcionando. No Japão, está tudo funcionando. As escolas estão abertas na Coreia [do Sul]. As escolas estão abertas em Taiwan. Que história é essa que a gente tem que seguir cegamente a orientação?", criticou. Para ele, cada país tem que definir suas medidas de acordo com sua realidade sanitária.

  • Coronavírus: Justiça nega pedido de viúva da Mega Sena para deixar presídio no Rio
    Mundo
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    Coronavírus: Justiça nega pedido de viúva da Mega Sena para deixar presídio no Rio

    O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca negou pedido de prisão...

  • Aras questiona cargo de nível superior sem concurso público em Pernambuco
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    Aras questiona cargo de nível superior sem concurso público em Pernambuco

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O procurador-geral da República, Augusto Aras, ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) ação contra dispositivos de lei estadual de Pernambuco que disciplina as carreiras integrantes do Grupo Ocupacional de Administração Tributária do Estado. Segundo Aras, os dispositivos permitem o provimento derivado de cargos de auditor fiscal do Tesouro Estadual, de nível superior, a servidores que ingressaram em cargos de nível médio, por meio da ascensão funcional. Para o procurador-geral da República, a medida é incompatível com artigo 37, inciso II, da Constituição Federal, que prevê que a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. A relatora da ação, ministra Cármen Lúcia, requisitou informações ao governador e à Assembleia Legislativa de Pernambuco, a serem prestadas no prazo de 30 dias, e, em seguida, determinou vista dos autos ao advogado-geral da União e à Procuradoria-Geral da República.

  • Coronavírus no Brasil: “Bolsonaro se acha capaz de esconder os corpos”
    Política
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    Coronavírus no Brasil: “Bolsonaro se acha capaz de esconder os corpos”

    Em entrevista à Pública, o filósofo Vladimir Safatle afirma que, no Brasil, combate à pandemia passa por uma “mobilização de forma horizontal” da população em direção ao impeachment do presidente

  • Artigo científico assinado por Mandetta aponta que casos de Covid-19 irão até setembro no Brasil
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    Artigo científico assinado por Mandetta aponta que casos de Covid-19 irão até setembro no Brasil

    De acordo com o ministro e outros cientistas que assinam o artigo, o impacto econômico pode ser "mitigado" mesmo com isolamento social

  • Coronavírus: Lula critica falta de atuação de Bolsonaro na crise com a China
    Política
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    Coronavírus: Lula critica falta de atuação de Bolsonaro na crise com a China

    Ex-presidente afirmou que 'se Bolsonaro fosse sério' já teria pedido uma reunião com o presidente chinês

  • Limparam até as minhas gavetas, diz Mandetta ao anunciar permanência na Saúde
    Política
    Folhapress

    Limparam até as minhas gavetas, diz Mandetta ao anunciar permanência na Saúde

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Depois de voltar de reunião no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta segunda-feira (6) que ficará no cargo, após as especulações de que seria demitido pelo presidente Jair Bolsonaro. "Nós vamos continuar, porque continuamos, vamos continuar enfrentando o nosso inimigo, que tem nome e sobrenome, o Covid-19", disse, em entrevista coletiva no ministério. “Hoje foi um dia que rendeu muito pouco o trabalho do ministério. Teve gente limpando gaveta, pegando as coisas. Até as minhas gavetas." Ao chegar, Mandetta recebeu aplausos e agradeceu a equipe. "Não é hora de aplaudir ninguém, não terminou nada", respondeu. “É o que já falei: lavoro, lavoro, lavoro.”​Integrantes do chamado núcleo moderado do governo, que inclui militares, conversaram nesta segunda-feira desde cedo com Bolsonaro na tentativa de demovê-lo da ideia de exonerar Mandetta no curto prazo. Em conversas reservadas, o presidente chegou a dizer que a situação estava insustentável. Num primeiro momento, a pressão fez efeito. Ministros de fora do Planalto estavam apreensivos com a reunião ministerial convocada por Bolsonaro para o final da tarde desta segunda, com receio de que ele anunciasse a saída do titular da Saúde. O encontro teve um clima tenso, segundo relatos, mas o presidente não deu sinais de uma exoneração próxima. Na reunião, Bolsonaro e Mandetta expuseram divergências sobre o uso da cloroquina em casos de coronavírus. O presidente disse que havia conversado com especialistas que defendiam o uso do remédio em estágio inicial da doença. O ministro da Saúde, por sua vez, defendeu que não há ainda protocolos seguros sobre o uso do remédio. Bolsonaro não refutou e ouviu de ministros apelos para que a equipe mantenha a união. "Eu acho que a coisa vai se ajustando"​, disse à reportagem o vice-presidente, Hamilton Mourão. Apesar de não ter dado sinais na reunião de que vai demitir o ministro, aliados de Bolsonaro o consideram imprevisível e por isso buscam alternativas para o cargo. A ideia é encontrar um nome favorável ao uso da hidroxicloroquina. A ideia inicial de Bolsonaro era exonerar o auxiliar presidencial apenas em junho, de modo a não correr o risco de ser responsabilizado sozinho caso o sistema de saúde entre em colapso durante a pandemia da doença. Em conversas reservadas nesta segunda-feira, no entanto, o presidente disse que não tinha como manter o auxiliar no cargo. Para Bolsonaro, ele o tem desafiado em declarações públicas e não conta mais com a confiança do presidente. O núcleo moderado do Planalto defende que, caso o presidente substitua Mandetta, escale um médico com um currículo respeitável, que ajude a reduzir um eventual desgaste público com a saída de Mandetta. Sem a presença de Mandetta, o presidente almoçou com os quatro ministros palacianos e com o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS). O parlamentar, cotado para o posto e defensor da hidroxicloroquina e do isolamento vertical, tem ajudado o presidente em uma eventual transição da pasta. Além deles, também estava presente no encontro a médica Nise Yamaguchi, que defende o uso de hidroxicloroquina para casos de coronavírus em estágio inicial. O nome dela, que tem o apoio do grupo ideológico, passou a ser apontado pelo entorno de Bolsonaro como um dos possíveis para substituir Mandetta caso ele seja demitido. Outro nome que conta com a simpatia de Bolsonaro é o do cardiologista Otávio Berwanger. Ele esteve com o presidente na semana passada em reunião com médicos no Palácio do Planalto. O chefe do Executivo tem se incomodado com a demora do Ministério da Saúde em apresentar um protocolo claro para o uso da hidroxicloroquina. Bolsonaro também se queixa da falta de um plano detalhado para o combate ao vírus e retorno de atividades nos estados.​Na semana passada, Bolsonaro estava prestes a demitir Mandetta, mas foi demovido por aliados próximos. Nesta segunda-feira, ele passou a considerar uma exoneração até o final da semana, mas recebeu recados negativos do Poder Legislativo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já informaram ao Planalto que apoiam a permanência do ministro. O receio da articulação política é de que uma demissão possa estimular retaliações em votações do governo. Alcolumbre, por exemplo, rejeitou um convite para um encontro com Bolsonaro no final de semana e, nesta segunda (6), telefonou para o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e informou ser contra a demissão de Mandetta. Nos últimos dias, Bolsonaro tem se estranhando com Mandetta e chegou a afirmar que falta humildade ao seu auxiliar e que ele extrapolou. O presidente tem divergido, entre outras coisas, das medidas de isolamento social defendidas por Mandetta para combater a pandemia do coronavírus. Bolsonaro adotou um discurso contrário ao fechamento de comércio nos estados, enquanto Mandetta defende que as pessoas fiquem em casa.

  • Lição da Itália para o Brasil é 'agir imediatamente' contra coronavírus, diz assessor do governo italiano
    Saúde
    O Globo

    Lição da Itália para o Brasil é 'agir imediatamente' contra coronavírus, diz assessor do governo italiano

    Membro da OMS, Walter Ricciardi diz que ideia de isolamento vertical 'subestima o impacto da epidemia em vidas humanas' e rebate fala de Bolsonaro que minimizou mortes no país

  • França antecipa recessão histórica
    Política
    AFP

    França antecipa recessão histórica

    A França se prepara para a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, afirmou o ministro da Economia, Bruno Le Maire. Com as medidas de confinamento adotadas para conter a propagação da covid-19, vários setores foram totalmente paralisados.