PM apreendeu nove fuzis em região da Baixada disputada por facções rivais: na terça, chacina deixou 8 mortos

Marcos Nunes
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Foto: Cléber Júnior

A Polícia Civil vai pedir a realização de exames datiloscópicos (por meio de impressões digitais) para tentar identificar as vítimas de uma chacina que deixou oito pessoas mortas no Complexo do Roseiral, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O crime ocorreu na terça-feira, 12. Até esta quarta-feira, 13, apenas duas vítimas teriam sido identificadas, mas seus nomes não foram divulgados. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a hipótese de os mortos terem sido executados em meio a uma guerra envolvendo traficantes de facções rivais pelo controle do tráfico de drogas e pela exploração de negócios irregulares, como monopólio de venda de gás e de água, além da cobrança de taxas para permitir a circulação de vans na região. Em meio a essa disputa, a Polícia Militar realiza incursões no Roseiral desde a última segunda-feira para a futura implantação de uma Companhia Destacada da corporação no local.

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Nesta quarta-feira, a PM usou cães farejadores numa ação e apreendeu dois fuzis, duas pistolas e drogas. O material estava em um matagal no Roseiral. De acordo com a polícia, desde segunda-feira, 11, foram apreendidos na mesma localidade um total de nove fuzis, sete pistolas, dois revólveres, seis granadas e 226 balas de vários calibres. Seis prisões também foram registradas nos últimos dias. Segundo a PM, as operações fazem parte da primeira parte da implantação de uma Companhia Destacada da PM. A data da inauguração da nova base, que será subordinada ao 39º BPM (Belford Roxo), ainda não foi divulgada pela polícia.

A polícia já sabe que os corpos dos oito mortos encontrados na terça-feira, 12, foram transportados por pessoas não identificadas para longe do Complexo do Roseiral. Três deles foram encontrados na Avenida Joaquim da Costa Lima, uma das principais vias de Belford Roxo, na altura do bairro Vila Pauline. Os outros cinco corpos foram localizados nessa mesma avenida, porém na altura da localidade conhecida como Santa Marta. A polícia investiga ainda a informação de que, de um lado da disputa, estão traficantes do Morro da Caixa D’Água, que tem o comércio de drogas controlado por bandidos da segunda maior facção criminosa do Rio. Do lado oposto estão homens ligados à principal facção criminosa, que controla ainda boa parte do Roseiral, além de várias comunidades de Belford Roxo e Duque de Caxias.