PM da Ucrânia visita Bruxelas para receber mais apoio da UE

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, reuniu-se, em Bruxelas, com representantes da União Europeia (UE) para pedir mais apoio militar, assistência financeira e fortes medidas de retaliação contra a Rússia.

Durante o 8º Conselho de Associação UE-Ucrânia, hoje, Denys Shmyhal deixou claro que essa ajuda é vital para o país, há seis meses sob invasão.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, garantiu que a resposta dos 27 Estados-membros é positiva: "A principal mensagem da reunião de hoje, para o mundo inteiro, é que a União Europeia continuará a apoiar a Ucrânia, qualquer que seja a ameaça, qualquer que seja a chantagem que a Rússia nos possa fazer. Daremos apoio político, financeiro, humanitário e militar, na duração e na quantidade que forem necessárias".

O bloco forneceu mais de dois mil milhões de euros em assistência macrofinanceira ao país, para manter o governo ucraniano à tona da água durante a guerra.

Cerca de 2,5 mil milhões foram doados em equipamento militar, através do Fundo Europeu para a Paz.

A Comissão Europeia acaba de assinar um novo programa de apoio humanitário no valor de 500 milhões de euros. Mas será suficiente?

"Isto é o mínimo necessário. O Fundo Monetário Internacional estima que a Ucrânia necessitará de cerca de cinco mil milhões de euros por mês. Portanto, o facto de a UE ter prometido apenas nove mil milhões de euros, tendo já decorrido seis meses de guerra, não é suficiente, na minha opinião", disse Jacob Funk Kirkegaard, analista do centro de estudos German Marshall Fund of the US, à euronews.

De acordo com este analista, o apoio financeiro do executivo europeu é mais importante, neste momento, do que contributos ao nível militar, já que há muito armamento a chegar via EUA e ajuda bilateral dos Estados-membros.

As sanções contra a Rússia, que vão sendo prolongadas, é outro apoio considerado fundamental.