PM dispersa multidão na praça Roosevelt, em SP, no pior momento da pandemia

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PM dispersa multidão na praça Roosevelt, em SP, no pior momento da pandemia

GONÇALVES, MG (FOLHAPRESS) - Frequentadores da praça Roosevelt, um espaço de lazer no centro da cidade de São Paulo, cravaram um mau exemplo na noite deste sábado (17). O grupo, composto por centenas de pessoas, foi flagrado aglomerado e com copos de bebidas nas mãos pelas escadarias e canteiros do espaço. Nas imagens captadas pela Folha, não foi possível ver pessoas com máscara no rosto, item obrigatório previsto em decreto estadual para conter a disseminação do coronavírus. Também não havia cumprimento ao distanciamento social. O formigueiro de gente lembrava os tempos pré-pandêmicos de boemia do lugar, um reduto de teatros e bares. Mas no momento em que muitos ali faziam suas confraternizações coletivas a a céu aberto, o Brasil computava mais 2.865 óbitos por Covid-19 -o 32º dia com média móvel de mortes acima de 2.000 pela doença ao dia. A contagem macabra, que não para de crescer, fez o país atingir 371.889 mortes pelo coronavírus neste sábado. Parte desses números são resultantes da desobediência às regras sanitárias, como no caso da Roosevelt. Aglomeração, contato físico e compartilhamento de itens pessoais --como cigarros e copos de bebidas-- são os comportamentos que têm ajudado o coronavírus a se espalhar com força. A concentração de gente na praça Roosevelt era tamanha que ajudou a formar um congestionamento de carros na região, outra cena bem típica antes da chegada do coronavírus. Para dispersar o público formado de forma irregular, a Polícia Militar formou um cordão humano de isolamento e passou a conduzir a multidão para a região da avenida da Consolação. A PM disse, por nota, que chegou à praça após receber chamados que denunciavam a presença de muita gente. A própria chegada dos agentes ajudou a dispersar parte dos frequentadores, que saíram do local sem causar tumulto. Também não houve presos e nem o registro de pessoas feridas. "Desde o início da pandemia, a Polícia Militar atua em apoio aos órgãos de Vigilância Sanitária no combate às aglomerações e descumprimento das medidas de afastamento impostas por lei", segundo nota da corporação. Um comitê de blitz formado por órgãos do estado e da prefeitura de São Paulo combate todo o tipo de evento que ajude a formar aglomerações. Na madrugada deste domingo (18), uma festa clandestina realizada na Vila Maria, na zona norte da capital paulista, foi encerrada; e os responsáveis pelo evento foram levados à delegacia. Entre o sábado (17) e a madrugada deste domingo, a PM diz ter feito 4.338 dispersões flagrando 607 pontos de aglomeração em todo o estado. A Vigilância Sanitária Estadual também afirmou ter inspecionado 19 estabelecimentos na capital. Destes, 12 foram autuados por operar com atendimento presencial.