PM ferido em assalto em SC luta pela vida há seis meses

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PM Jeferson antes e depois de ser baleado. Foto: Reprodução
PM Jeferson antes e depois de ser baleado. Foto: Reprodução
  • Jeferson Esmeraldino depende de cuidados médicos 24 horas

  • Família sofre para dar conta dos novos gastos

  • PM de Santa Catarina presta apoio

Após quase seis meses depois de ser ferido em operação, o Policial Militar de Santa Catarina, Jeferson Luiz Esmeraldino, de 32 anos, luta pela vida dentro da sua casa, no município de Tubarão, a 142km de Florianópolis.

Jeferson foi atingido por um tiro no abdômen na noite de 1º de dezembro do ano passado, quando um grupo de criminosos, que incluía membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), invadiu o 9º Batalhão da PM. Em Criciúma.

O ferimento comprometeu os pulmões, rins e levou à remoção de 25% de seu estômago. Ele ficou mais de dois meses internado. Nesse período, sofreu uma parada cardiorrespiratória, que causou lesões neurológicas por fala de oxigênio no cérebro.

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"Ele ficou dez minutos desacordado sendo reanimado. Foi o suficiente para a lesão no cérebro. Não se tem expectativa de retornar ao normal. Não temos o que fazer. Só Deus na causa, tanto que os médicos não garantiram se voltaria a falar, por exemplo", conta sua mãe, a técnica em enfermagem Sandra Aparecida.

Desde a alta em fevereiro, a família teve de se adaptar aos novos cuidados que Jeferson exigia. Ele é cuidado 24h por uma equipe com fonoaudiólogos, fisioterapeutas e técnicos em enfermagem, todos pagos pela PM.

Jefferson ainda não consegue falar e precisa de uma sonda para se alimentar. Seus movimentos se resumem a mexer as pernas e os braços involuntariamente. Além da equipe, sua mãe pediu licença do emprego para se encarregar de seus cuidados.

“Não é fácil ver um filho nessa situação. Ele tinha o porte atlético, era inteligente e muito querido por todos. É o oposto daquilo que éramos acostumados a ver. Saiu um Esmeraldino naquela noite e voltou outro”, disse a mãe.

Jeferson tem uma filha de 5 anos, que sente muito a falta do pai. Sandra conta que ela é a que mais sofre. "Ela não consegue ver o pai desse jeito porque hoje é o oposto daquela imagem que tinha na cabeça", relatou.

Jefferson também depende de equipamentos que ficam ligados 24 horas por dia. No entanto, a casa da família é antiga, o que contribuiu para o aumento da conta de luz em quase dez vezes. Em média, a família desembolsa R$ 800 ao mês.

O valor da água também subiu, chegando a R$ 250 por mês, porque é necessário higienizar constantemente todos os instrumentos usados nos cuidados do militar.

"A casa é velha e a fiação é antiga. Estamos puxando de uma tomada para outra. Não tem como desligar porque o aparelho é ligado direto. Ele já teve até infecção pulmonar devido a friagem que dá na sala, já que é um local inadequado", contou a mãe.

De acordo com a família, os gastos com medicamentos chegam a R$ 4 mil mensais. Este custo é coberto pela PM mediante apresentação de comprovante.

A família agora pede ajuda. Para dar mais conforto a Jefferson, querem construir uma edícula no quintal da casa. As doações para mão-de-obra ou materiais de construção podem ser realizadas com as informações bancárias contidas na imagem (abaixo) dou por PIX pela chave 966.611.789-49 em nome da mãe, Sandra Aparecida Nunes.

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