PM de São Paulo foi vista baleada antes de sumir em Paraisópolis

ALFREDO HENRIQUE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A soldado da Polícia Militar Juliane dos Santos Duarte, 27 anos, foi vista baleada e sangrando próximo ao bar de onde teria sido levada por homens encapuzados, em Paraisópolis (zona sul), entre a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira.

A PM teve o celular furtado no bar e, por isso, teria sacado a sua arma, afirmando ser policial, exigindo que o aparelho lhe fosse devolvido. Instantes depois, segundo as testemunhas, quatro suspeitos entraram no comércio e levaram Juliane para fora de lá, quando dois tiros foram ouvidos.

A policial estava em seu primeiro dia de férias e foi à comunidade para visitar um casal de amigos. Segundo registrado pela Polícia Civil, os dois foram acordados, por volta das 6h de quinta, por uma colega da policial.

"Ela chegou na casa do casal afirmando, "mataram a Juliane, mataram a Juliane"", afirmou o delegado titular do 89º DP (Portal do Morumbi), Antônio Sucupira Neto. Após os disparos, a policial não foi mais vista.

A moto usada por Juliane para ir à favela, uma Yamaha Fazer YS 250, também desapareceu. O veículo foi encontrado somente na tarde de ontem, segundo a PM, na rua Banibas, em Alto de Pinheiros (zona oeste). A via fica a cerca de dez quilômetros de distância do bar onde a policial foi raptada.

Antônio Sucupira afirmou que a Polícia Civil trabalha com a possibilidade "remota" de que Juliane seja mantida como refém, em algum cativeiro, por criminosos.

Também não descartada a possibilidade de que ela tenha sido morta. Por hora, o caso está registrado como desaparecimento.

Desde o sumiço, cerca de 30 policiais civis e 80 militares vasculham a região para encontrar a PM, viva ou morta. Nesta sexta estavam na favela policiais do 89º DP, do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), do Choque, do Canil e Cavalaria da PM, além do COE (Comandos e Operações Especiais).