PM liberta vítimas de sequestro que marcaram encontros em aplicativo de namoro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Policiais militares libertaram, na noite de quarta-feira (16), duas vítimas de sequestro que estavam em poder de criminosos na região do Jaraguá, na zona norte de São Paulo.

De acordo com o boletim de ocorrência, os PMs receberam a informação de que o proprietário de um veículo Mercedes Benz havia sido sequestrado no bairro.

Após buscas, os policiais localizaram o veículo, que era conduzido por um jovem de 19 anos, que foi preso. Aos policiais, ele contou que receberia R$ 400 para levar o carro até outro endereço e disse ter conhecimento de que o automóvel era de uma vítima de sequestro.

Os policiais seguiram, então, para o endereço do cativeiro, onde encontraram um homem de 59 anos e dois suspeitos, que conseguiram fugir. Um celular foi localizado e apreendido.

Aos PMs, o homem contou que havia marcado um encontro e que chegou ao local com seu carro, um Ford Fusion, quando foi abordado por assaltantes armados. Ainda segundo ele, o grupo o obrigou a realizar transferências bancárias e roubou seu automóvel e seu celular, além de cartões de banco. Os itens levados não haviam sido recuperados até a tarde desta quinta (17).

Já o dono da Mercedes, um homem de 43 anos, foi encontrado em outro cativeiro, na mesma região. Ele também contou ter sido surpreendido por ladrões após marcar um encontro por meio de aplicativo de relacionamentos.

O jovem que conduzia a Mercedes foi levado à delegacia. O delegado responsável arbitrou fiança, mas, como a quantia não foi paga, ele permaneceu detido. O caso foi registrado no 72° DP (Vila Penteado).

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), a Divisão Antissequestro atendeu, somente neste ano, 94 ocorrências do tipo após encontros marcados por aplicativos de relacionamentos. No total, 251 pessoas foram presas, e 9 adolescentes foram apreendidos.

Conforme dados da divisão, mais de 90% dos casos envolvem perfis fakes criados em aplicativos e usados como "isca". O departamento informou que um dos alvos preferenciais dos suspeitos são usuários que ostentam poder econômico nas redes sociais.