PM prende manifestantes que abriram faixa em frente ao Planalto chamando Bolsonaro de 'genocida'

Aguirre Talento
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BRASÍLIA - A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu, nesta quinta-feira, cinco manifestantes que abriram uma faixa em frente ao Palácio do Planalto chamando o presidente Jair Bolsonaro de "genocida". A assessoria da PM afirmou que eles infringiram a Lei de Segurança Nacional e foram encaminhados para uma unidade da Polícia Federal, já que os delitos enquadrados nessa lei são crimes federais.

A faixa chamava o presidente de "genocida" e o associava a uma suástica, símbolo do regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha, que foi responsável por uma política de extermínio de 6 milhões de judeus, segundo cálculos de historiadores.

Parte dos manifestantes presos são militantes do PT, partido de oposição ao presidente. Deputados da legenda foram à Polícia Federal acompanhar a tomada de depoimento deles. Segundo fontes, eles começaram a ser ouvidos sem a presença de advogados.

Essa crítica tem sido feita por opositores do presidente devido aos equívocos da sua gestão no combate à pandemia da Covid-19. Com um ano de pandemia, o Brasil já soma mais de 280 mil mortes pela Covid-19. Bolsonaro tem atuado contra medidas de isolamento social, que são defendidas por cientistas para conter a disseminação do vírus, e demorou para contratar vacinas a serem distribuídas pelo país. O resultado dessa gestão é comparado por seus opositores a um genocídio contra o povo brasileiro.

Recentemente, a Polícia Federal ou a Polícia Civil nos Estados têm aberto diversos inquéritos para investigar pessoas que chamaram Bolsonaro de "genocida" ou fizeram outras críticas ao presidente. Um dos casos recentes foi contra o youtuber Felipe Neto, no Rio de Janeiro.

Procurada, a Superintendência da Polícia Federal no DF ainda não se manifestou.