PM que comandou batalhão da Rota relata ameaças que fez a grávida

Corregedoria da PM de São Paulo vai investigar ameaças feitas por capitão André da Silva Rosa contra grávida. (Foto: Divulgação/SSP)
Corregedoria da PM de São Paulo vai investigar ameaças feitas por capitão André da Silva Rosa contra grávida. (Foto: Divulgação/SSP)

A Polícia Militar do Estado de São Paulo investiga uma denúncia feita contra um capitão da corporação, segundo reportagem do "G1". Em uma entrevista, André da Silva Rosa revelou que fez uma abordagem agressiva contra uma mulher grávida. A denúncia chegou à Corregedoria da PM na terça-feira (12) através de um soldado reformado, que evidenciou a abordagem do capitão por meio de uma gravação.

No vídeo, o capitão aparece dando uma entrevista a um podcast e explica como se utiliza de métodos controversos para perseguir uma mulher que estava grávida e que devia dinheiro a ele. O próprio policial conta que invadiu uma casa no Jardim Mirna, na zona sul da capital paulista. Ele não revela, porém, quando o caso ocorreu.

Sem pudor, o agente narra os fatos dizendo que ia pular na mulher e chutar a sua barriga caso ela não lhe pagasse o que devia. Ele então sugere que a mulher ligue para uma outra pessoa que pode emprestar dinheiro para que ela então o pague. A mulher vacila e diz que essa pessoa lhe mata se ela pegar o dinheiro emprestado no que o policial teria retrucado: “Eu te mato hoje, com ele você ainda ganha uns dias de vida”

O capitão André da Silva Rosa coordenou pelotões da Rota, tropa considerada de elite dentro da PM, entre 2008 e 2013. Recentemente, servia em um batalhão na zona leste da capital paulista. O capitão solicitou afastamento da PM para se candidatar nas eleições de outubro.

O código penal brasileiro define que se trata de um crime de tortura constranger ou empregar violência ou grave ameaça a alguém. Também há definição específica sobre crime realizado contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou pessoa com mais de 60 anos. Se condenado, um policial que cometa tal crime perde o cargo ou a função pública que exerce. O crime de tortura é inafiançável e não dá direito a receber graça ou anistia. A Ouvidoria das Polícias irá solicitar uma investigação do caso nesta segunda-feira (18).

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