PM que tentou prender Boulos em confusão com MBL é apoiador de Jair Bolsonaro

Equipe de Boulos reitera que,
Equipe de Boulos reitera que, "por lei, a PM só pode efetuar prisões em flagrante, o que não aconteceu pelo simples fato de que não houve agressão por parte do candidato”

(REUTERS/Paulo Whitaker)

  • Campanha de Guilherme Boulos afirma que PM que tentou prendê-lo apoia Jair Bolsonaro;

  • Nas redes sociais, Waldson Ferreira Junior curte páginas de direita e sobre o presidenciável;

  • Tentativa de prisão aconteceu após confusão entre o político e integrantes do MBL.

A campanha de Guilherme Boulos (PSOL) afirmou, nesta segunda-feira (26), que um dos policiais militares que tentou prender o candidato a deputado federal apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais. O profissional foi identificado como Waldson Ferreira de Moura Junior.

O policial curtia páginas como “Brasil com Bolsonaro”, “Panelinha da Direita 1.0” e manifestava apoio a Márcio França (PSB), candidato ao Senado. Em setembro de 2021, Waldson compartilhou um vídeo publicado pelo atual presidente e reproduziu o slogan da campanha eleitoral de 2018 - "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".

Após o episódio com Boulos na Avenida Paulista, em São Paulo, o policial restringiu o acesso à conta para terceiros. As informações são do O Globo.

Tentativa de prisão

Neste domingo (25), uma confusão entre Boulos e integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) terminou em troca de acusações e agressão de um adolescente de 15 anos do Movimento. Segundo os militantes, o candidato foi o responsável pela violência. Ele, por sua vez, alega que o MBL usou o menor de idade para provocar os integrantes do partido e depois o acusar de agressão.

Segundo a equipe de Boulos, policiais militares quiseram "prender ilegalmente o candidato a deputado". A tentativa durou por volta de 30 minutos e, diante da recusa do político, "os policiais agrediram fisicamente militantes de esquerda e usaram gás de pimenta". A equipe também reitera que "por lei, a Polícia Militar só pode efetuar prisões em flagrante, o que não aconteceu pelo simples fato de que não houve agressão por parte do candidato”.

Em nota, o candidato alega que "os policiais foram instrumentalizados por candidatos de direita para me constranger e gerar um fato político favorável aos bolsonaristas”.

De acordo com o artigo 236 do Código Eleitoral, todos os candidatos têm imunidade por 15 dias antes da data da votação.

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