PM do Rio usará drones para monitorar as ruas durante as eleições pela primeira vez

Felipe Grinberg
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RIO — Durante a votação do primeiro turno nas eleições municipais no próximo domingo (15) a Polícia Militar do Rio usará drones para auxiliar o patrulhamento nas vias públicas e locais de votação. As aeronaves remotamente pilotadas do Grupamento Aeromóvel(GAM) serão usadas em toda a região metropolitana do estado.

Os drones, que possuem até câmera térmica, irão transmitir imagens em tempo real para os centros de operações instalados no Quartel General, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no GAM e até para aparelhos celulares de comandantes de unidades estratégicas. Ao todo serão mais de 22 mil policiais trabalhando na segurança da eleição em todo o Rio.

- As aeronaves remotamente pilotadas, popularmente chamadas de “drones”, serão empregadas pela primeira vez num grande evento. Essa primeira experiência será aplicada na Região Metropolitana, onde há uma complexidade maior. Essas imagens vão dinamizar nossa capacidade operacional, tanto para atuar preventivamente quanto para intervenção de pronto emprego em situações de emergência – explica a porta-voz da Polícia Militar, Tentente-Coronel Gabryela Dantas.

No sábado, véspera da eleição, e no domingo, será instalado no no CICC o Centro Integrado de Operações Coordenadas, formado por equipes de 11 órgãos estaduais, municipais e federais: Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria de Administração Penitenciária, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Marinha, Exército, Guarda Municipal, Justiça Eleitoral e Ministério Público.

Para ter um reforço no efetivo, folgas e férias dos agentes foram suspensas. A Polícia Militar do Rio também atuará nos mais de 4,8 mil locais de votação, na escolta das urnas eletrônicas e na segurança dos polos eleitorais, onde são guardadas as urnas para a contabilização dos votos.

Assim como a PM, a Polícia Federal do Rio irá empregar todo seu efetivo disponível no apoio e segurança das eleições. A PF também pretende monitorar e flagrar crimes eleitorais com o uso dos drones. São máquinas de até R$ 200 mil — já utilizadas pela PF em operações táticas e perícias — que serão distribuídos em zonas eleitorais escolhidas com base no tamanho e no histórico de prática de crimes naquelas regiões. Com alta precisão na captação de imagens, o diretor da PF, Rolando Alexandre, garante que as câmeras estarão "vendo tudo".