PM suspeito de executar bicheiro Fernando Iggnácio se entrega à polícia e é preso

Rafael Soares
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RIO - O sargento reformado da PM Márcio Araújo de Souza, apontado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) como segurança do bicheiro Rogério Andrade e acusado de ser mandante da morte do tambémá contraventor Fernando de Miranda Iggnácio, em novembro do ano passado, foi preso na noite desta sexta-feira, dia 19. O PM, de 52 anos, se apresentou na DHC no início da noite e recebeu voz de prisão. Ele foi transferido pouco depois para o Batalhão Especial Prisional da PM, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde deu entrada às 20h.

Para a Delegacia de Homicídios, Araújo é o principal suspeito de ter contratado os quatro matadores de aluguel que, segundo as investigações, executaram Fernando Iggnácio. O crime aconteceu numa empresa de táxi aéreo, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, após o contraventor chegar de helicóptero. Pelo menos três tiros de fuzil atingiram sua cabeça.

Márcio Araújo entrou na Polícia Militar em 1993 e foi reformado em 2015. Durante o tempo que passou na PM, ele atuou em batalhões como o extinto 1º BPM, na Avenida Salvador de Sá; 6º BPM (Tijuca) e 12º BPM (Niterói). A ficha do militar, durante os tempos de serviço, era considerada boa pela corporação. Hoje, ele é 1º sargento.

Márcio Araújo teve sua prisão decretada pela 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio no início do mês e era considerado foragido. Há cerca de um mês, a Polícia Civil havia cumprido um mandado de busca e apreensão contra ele. Araújo chegou a ser ouvido pelos policiais e teria dito não conhecer nem Rogério de Andrade, nem os quatro suspeitos da execução.

A primeira informação foi facilmente desmentida por uma câmera de segurança de um hospital na Barra da Tijuca, onde Rogério Andrade esteve em setembro de 2017, após ter sofrido um suposto atentado ao lado da mulher. O PM reformado aparece nas imagens, logo atrás do contraventor, de camisa social e calça preta. Ele também aparece entrando e saindo do carro de Andrade. Os policiais da DHC também dizem, nas investigações, ter indícios suficientes da ligação entre o novo suspeito e os outros acusados, supostos pistoleiros.