PM e Wilson Witzel são criticados pela morte de menina de 8 anos no RJ

Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro. Foto: Bruna Prado/Getty Images

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ágatha estava dentro de uma Kombi no momento em que foi baleada e foi levada ao hospital, mas não resistiu.

  • Moradores afirmam que tiros partiram de PMs de unidade pacificadora; PM diz ter aberto apuração interna.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro e o governador fluminense, Wilson Witzel, têm sido criticados pela morte de Ágatha Félix, de 8 anos, atingida nas costas por um tiro de fuzil na noite de sexta-feira (20) no Complexo do Alemão, zona norte da capital fluminense.

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio de sua seccional no Rio de Janeiro, lamentou o fato, e disse que “a morte de Ágatha vem se somar à estatística de 1.249 pessoas mortas pela polícia nos oito primeiros meses do ano”.

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“A OAB-RJ lamenta profundamente que a média de cinco mortos por dia pela polícia seja encarada com normalidade pelo Executivo estadual e por parte da população. A normalização da barbárie é sintoma de uma sociedade doente”, disse a OAB.

Nas redes sociais, a hashtag “A culpa é do Witzel” liderou os assuntos mais comentados do Twitter durante a tarde deste sábado (21). O governador foi criticado pelo recrudescimento da força policial do RJ desde o início do seu governo, em janeiro.

Em um post nas redes sociais, o candidato derrotado às eleições presidenciais de 2018, Fernando Haddad (PT), chamou Witzel de “assassino” e sugeriu o impeachment do governador do RJ.

O caso

De acordo com o jornal O Globo, Ágatha estava dentro de uma Kombi quando foi baleada. Ela chegou a ser levada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde morreu.

O autor do disparo, de acordo com moradores do bairro, seriam policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade. Eles teriam suspeitado de um motociclista que passava no local e atirado.

A PM do Rio informou, por meio de nota, que a Coordenadoria de Polícia Pacificadora vai abrir um procedimento apuratório para verificar as circunstâncias do fato. Mas sugeriu que um confronto entre policiais e criminosos teria levado à morte de Ágatha.

“Equipes policiais da UPP Fazendinha [...] foram atacadas de várias localidades da comunidade de forma simultânea. Os policiais revidaram”, disse a Secretaria de Estado de Polícia Militar, por meio de sua assessoria de imprensa.

“Após o confronto, não foi encontrado feridos na varredura do local. Na sequência, os policias foram informados por populares que um morador teria sido ferido na localidade”, continua a PM, em nota.

O tio de Ágatha, assim como outros familiares e testemunhas, refutam a versão da PM. “Não teve tiroteio, o único tiro que teve foi o deles, fatal, foi o que tirou a vida da nossa sobrinha", disse Elias Cesar, 36, no Instituto Médico Legal (IML), no Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (21).