PMs são presos suspeitos de tentar matar inspetor da Polícia Civil do Rio

Extra
·2 minuto de leitura

Cinco policiais militares do Rio foram presos, na manhã desta quinta-feira, durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público. O grupo é suspeito de tentar matar o policial civil Bruno Rodrigo da Silva Rodrigues, em Vila Valqueire, na Zona Norte da capital. De acordo com o MP, o atentado foi uma represália a investigações feitas pela equipe do agente sobre PMs que coagiriam comerciantes da Feira da Pavuna, também na Zona Norte, e sobre o comércio de cigarros. Todos os acusados foram denunciados à Justiça por tentativa de homicídio qualificado, associação criminosa e adulteração de identificação de veículo. A ação - que tem o apoio da Corregedoria da PM - foi batizada de "Todos Por Um".

Quatro dos suspeitos são lotados no 7º BPM (São Gonçalo): o cabo Sergio Berbereia Basile, o cabo Mauro Simôes de Castro, o sargento Joamilton Tomaz Ribeiro e o sargento Fagner Alves da Silva. O quinto é o cabo Euclydes José do Prado Filho, do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE). O sexto acusado é Sérgio Leonardo dos Santos Antônio, apontado como informante do grupo, que também foi preso. Todos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Além dos mandados de prisão, as equipes cumprem outros 40 de busca e apreensão. Os endereços são ligados aos seis presos e também a outras nove pessoas. Quatro batalhões são alvos de buscas: o 7º BPM, o BPVE, o 15º BPM (Duque de Caxias) e o 35º BPM (Itaboraí).

O atentado contra o policial civil ocorreu no dia 14 de abril deste ano. De acordo com o MP, Sérgio Basile e Mauro - que seriam responsáveis pelo planejamento do crime - dispararam mais de 20 tiros contra Bruno. A ação criminosa foi em frente à casa da vítima, que mesmo ferida na perna conseguiu se esconder e revidar.

As investigações apontam Joamilton como motorista de um dos veículos utilizados no crime - nele estariam os atiradores. Ele tambném teria feito a do local do crime, garantindo a fuga de todos. Já Sérgio Leonardo e Euclydes teriam monitorado a vítima no dia do atentado, acompanhando-a desde a saída do seu local de trabalho, a 39ª DP (Pavuna) até sua casa. Já Fagner é acusado de fornecer aos demais denunciados o outro veículo utilizado na emboscada, que tinha placa adulterada.