'Podemos estender o auxílio emergencial, se a pandemia resistir ao nosso programa de vacinação', diz Guedes

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BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (dia 31) que o governo pode prorrogar o auxílio emergencial, se a pandemia de Covid-19 "resistir" à vacinação. Na semana passada, Guedes já havia afirmado que a prorrogação do auxílio emergencial depende do coronavírus.

Ao abrir o mesmo evento, o presidente Jair Bolsonaro disse esperar que o país receba cerca de US$ 50 bilhões em investimentos e gere 22 mil empregos até o próximo ano.

O auxílio emergencial em 2021 (com pagamento médio de R$ 250) dura até o mês de julho. O governo tenta substituí-lo por um novo Bolsa Família, com mais famílias e com um valor maior. Mas não conseguiu ainda fechar o modelo do novo programa.

O Brasil vacinou mais de 22 milhões de pessoas com a segunda dose de vacinas contra Covid, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa consolidados neste domingo. São 22.063.266 doses aplicadas, o que corresponde a 10,42% da população do país. A primeira dose foi aplicada em 45.233.638 pessoas, o que equivale a 21,36% da população do país.

Guedes disse que não faltarão recursos para saúde e vacinas, mas ressaltou que o país tem compromisso com o ajuste fiscal.

— Seguimos lançando programas de incentivo ao emprego. Esperamos criar alguns milhões de empregos para atender também o mercado dos informais. Vacina de um lado, desoneração de folha de outro lado — afirmou.

Guedes aproveitou o pronunciamento para apelar ao capital, tanto estrangeiro quanto de capital privado nacional, porque acredita que é isso será determinante para a alavancagem de investimento no país nas próximas décadas.

— O Brasil vai se transformar na maior fronteira de investimentos internacionais do mundo. O Brasil continua sendo a quarta maior destinação de investimentos internacionais. Nós queremos acelerar esse papel, oferecendo o maior portfólio para investimentos internacionais – declarou o ministro.

Segundo Guedes, as economias americana e chinesa, pelo tamanho, e de Singapura, por ser o maior eixo de reciclagem de recursos financeiros da Ásia, continuarão a ser a principal destinação de investimentos externos, mas o Brasil vai consolidar sua posição para atração de capital estrangeiro privado.

— Acreditamos que o Brasil seja o maior e melhor horizonte de investimentos da economia mundial. São mais de 150 ativos no nosso programa de concessão e privatização – disse o ministro, que citou projetos de infraestrutura, cabotagem, logística, petróleo e gás, além da consolidação de novos marcos regulatórios para os setores.

Guedes ainda destacou o avanço da agenda de reformas, afirmando que as propostas de mudanças no sistema tributário e nas carreiras de estado devem ser aprovadas ainda este ano. Para ele, o país tem potencial nas frentes da economia digital e verde, principalmente na região amazônica.

— Sabemos que biofármacos, economia digital, turismos, economia verde, tudo isso vai girar em torno da região amazônica. Precisamos de ajuda de fora para construir esse futuro digital e verde – disse.