Poesia de Drummont 'previu' tragédia em Ouro Preto: 'Como chove, como pinga, no país das remembranças'

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Um poema do mineiro Carlos Drummond de Andrade vem sendo lembrado nas redes sociais diante do deslizamento de uma encosta em Ouro Preto que acabou destruindo um casarão histórico do século XIX. Escrito em 1951, "Morte das casas de Ouro Preto" já alertava para os riscos das chuvas naquela cidade. "Lá vão, enxurrada abaixo, as velhas casas honradas", escreveu Drummond.

O imóvel que foi abaixo na manhã desta quinta-feira (13) era conhecido como Solar Baeta Neves, datava do final do século XIX, e era tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, se tratava do primeiro casarão em estilo neocolonial da cidade. Foi erguido por Alfredo Baeta, senador e primeiro prefeito de Ouro Preto. O sabido risco de deslizamento de parte do Morro da Forca, no entanto, impedia obras de restauração no local, que estava interditado pelo Iphan desde 2012.

O estilista Ronaldo Fraga, via Instagram, lamentou o ocorrido em Ouro Preto. "Da história, da memória, nos restam fotos. E de nós, o que restará?", questionou Fraga. A cantora Mônica Salmaso utilizou os versos de Drummont para lembrar do casarão: "Drummont viu", comentou a amiga Zélia Duncan.

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