Poesia numa hora dessas? Sim! Autores lançam livros com poemas confessionais

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RIO — Pandemia, capítulo 1. Logo nos primeiros meses do advento do coronavírus, o poeta e jornalista Christovam de Chevalier viu-se numa situação insólita: sem trabalho, sem dinheiro e triste pela perda de pessoas queridas. Encontrou refúgio em um sítio da família em Minas Gerais — e na escrita. Traduziu tudo o que estava sentindo em versos, e o resultado pode ser lido no livro de poesias “Inventário de esperanças e outros poemas”, que acaba de ser lançado pela 7 Letras. A obra está à venda nas livrarias da Travessa, na Amazon e no site da editora.

— Eu me vi fazendo malabarismos para honrar as despesas. A escrita foi meu refúgio para não pirar — conta o morador da Glória e filho da escritora e jornalista Scarlet Moon de Chevalier.

O livro, o quarto do escritor, é dividido em quatro partes: a primeira traz textos de inspirações bíblicas, a segunda versa sobre artistas circenses, a terceira fala sobre “um Brasil profundo” e a quarta reúne poemas inspirados nas transformações provocadas pela pandemia:

— Nunca desejei tanto ver um livro realizado, por conta da temática. Percebi que a minha poesia continua lírica, mas está mais política.

A escritora, médica e psicanalista Rosália Milsztajn é outra que acaba de lançar um trabalho muito caro para ela: “Puro cristal”, sua sexta coletânea de poemas, que sintetiza seus 30 anos de poesia e os 70 de vida que completará em outubro. A obra, também da 7 Letras, traz temas como a frustração com o fim de um amor, um mundo em decomposição e a arte de reinventar-se. O livro está à venda nas livrarias da Travessa, Argumento e Galileu, na Amazon e no site da editora.

— Toda poesia é como um cristal, que ilumina, reflete e penetra no outro — observa Rosalia, que mora no Leblon.

A escritora e poeta Carmen Moreno também fala de si e do outro no livro de poesias “Sobre o amor e outras traições”, que acaba de ser lançado pela Patuá. A obra, em cinco capítulos, versa sobre temas diversos como amor, perda, dor, separação e feminismo. E está à venda nas principais livrarias e no site da editora.

— Acho que quando um escritor consegue transpor as ciladas de uma autobiografia, ele atinge uma universalidade que o aproxima de seu semelhante — reflete Carmen, moradora do Flamengo.

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