Polêmica nos EUA pelo uso de um símbolo antissemita para criticar a vacinação

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A congressista republicana Marjorie Taylor Greene chega ao Capitólio em Washington em 13 de maio de 2021

Uma chapelaria americana gerou polêmica no sábado, um dia depois de promover um broche de uma estrela de Davi amarela, como a que os nazistas usaram para identificar judeus na Alemanha, com o slogan "não vacinado".

Esta é a polêmica mais recente a respeito do processo de vacinação contra a covid-19 nos Estados Unidos, o país que sofreu o maior número de mortes devido à pandemia.

A fabricante de chapéus americana Stetson informou no sábado que não trabalharia mais com a loja HatWRKS, de Nashville, Tennessee, que foi criticada nas redes sociais e alvo de um protesto.

Na sexta-feira, a HatWRKS compartilhou uma foto - agora já excluída - em sua conta do Instagram anunciando a chegada dos 'patches', que custavam 5 dólares

Na foto, uma mulher, supostamente a dona do estabelecimento, exibe uma estrela de Davi amarela com a mensagem "não vacinada" em sua camisa preta.

"Seus broches de estrela nazista são talvez a coisa mais ofensiva e antissemita que já vi", postou um crítico na página da empresa no Facebook, enquanto outros usavam a hashtag #HATEWORKS, um trocadilho entre hat (chapéu) e hate (ódio).

A imprensa local mostrou dezenas de manifestantes do lado de fora da loja no sábado, alguns segurando faixas dizendo "Não aos nazistas em Nashville!".

A empresa Stetson, famosa por seus chapéus de estilo Oeste, anunciou no sábado que "como resultado do conteúdo ofensivo e das opiniões compartilhadas, a Stetson e nossos parceiros de distribuição vão parar de vender todos os produtos Stetson para a HatWRKS em Nashville".

A loja, que regularmente postava conteúdo nas redes sociais contra as restrições ao coronavírus e o presidente do país, o democrata Joe Biden, substituiu sua postagem polêmica por outra que tinha como alvo seus críticos.

"As pessoas estão tão indignadas com a minha postagem? Mas vocês estão indignados com a tirania que o mundo está vivendo?", perguntava. "Se você não entende o que está acontecendo, então o problema é com você, não comigo".

A controvérsia da HatWRKS ocorre na mesma semana em que a congressista republicana Marjorie Taylor Greene comparou a obrigação de usar máscaras com as estrelas amarelas que os nazistas colocaram nos judeus.

"Funcionários vacinados recebem um logotipo de vacinação, assim como os nazistas forçaram os judeus a usar uma estrela dourada", tuitou a representante da Geórgia sobre uma empresa que coloca um distintivo nos crachás de funcionários totalmente vacinados contra a covid.

Greene recebeu críticas de líderes de ambos os partidos políticos.

Biden criticou na sexta-feira os recentes ataques antissemitas nos Estados Unidos e afirmou em um comunicado: "Não podemos permitir que a combinação tóxica de ódio, mentiras perigosas e teorias da conspiração coloquem em risco nossos compatriotas".

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